20110613

[tema do mês] ROSA-CHOQUE

Muito bem, e lá vou eu voltando ao discurso das cores. Eu sei, sou repetitiva, alguns temas me interessam mais do que outros, fazer o quê, a imparcialidade não faz parte do ser humano.

Então hoje, segunda-feira, 13 de junho (parabéns Santo Antônio!!) é dia de colocar um pouco de cor nesse dia meio cinzento. Aliás, por esses lados já fazem dias que nuvens, chuvas e granizo tomaram conta!


ROSA CHOQUE!


Se você não sabe, essa cor tem dona: Elsa Schiaparelli*. Italiana, em 1936 a popularizou batizando como Rosa Shocking. E veja só, a cor era justamente a cor da caixa do seu perfume, com a forma do busto de Mae West.

Mae West

e o busto dela em forma de perfume. Em 1993, Jean Paul Gaultier
acabou pegando a idéia do busto como forma para os seus perfumes.

"Esse magenta intenso foi chamado de rosa choque nos anos 30, rosa quente nos anos 50 e rosa extravagante nos anos 60."

A cor foi consagrada quando ninguém menos que Marilyn Monroe, quando usou um vestido no tom para o filme 'Os homens preferem as loiras'.

precisa explicar?

Para quem quer usar o original em gráficas, aí vai a "receita":

Rosa shocking
— Coordenadas da cor —
HEX#FC0FC0
RGBB(rgb)(252, 15, 192)
CMYKH(cmyk)(0, 94, 24, 1)
HSV(hsv)(315°, 94%, 99%)
B: normalizzato a [0-255] (byte)
H: normalizzato a [0-100] (cento)



*Elsa Schiaparelli foi estilista de alta-costura, de origem aristocrática, ela foi a principal figura antagonista de Coco Chanel na moda francesa. Coco, sempre tão admirada, definia a sua arquirival como a 'costureirazinha italiana', afinal Coco mesmo sendo de origem pobre era francesa. Enquanto a segunda desenhava modelos rígidos e minimalistas, Elsa ia para o lado da fantasia, do exagero. Foi a italiana que começou a usar o zíper sem escondê-lo nas suas roupas. Além disso tudo, ela contou com colaborações de peso como Salvador Dalì para as suas criações.

Uma sua frase de efeito: 

não é o corpo que tem que se adaptar a roupa, mas a roupa às curvas do corpo.

vale a pena dar uma conferida no site!

20110612

[tema do mês] PLASTICO again

Uma das surpresas no pesquisar o MADE IN ITALY do pós guerra, é que descobri uma empresa com um nome que eu diria muito alemão ser de origem italiana.

Estou falando da

repararam que a cor da letra é vermelha como a da Nutella?



Fundada em 1949 na província de Milão pelo engenheiro químico Giulio Castelli, a empresa começou fazendo produtos plásticos para carros e acessórios domésticos.

O sucesso que começou a chegar na década de 60 se consolidou em 1972 a nível internacional, com a participação na mostra realizada no Moma, dedicada ao design MADE IN ITALY. A mesma que já mencionei no post anterior sobre o plástico.

As peças criadas por Gae Aulenti, Ettore Sottsass e Marco Zanuso passaram a fazer parte do acervo permanente do museu.

Nos anos 90 a marca deu uma renovada, voltando com nomes de peso e conhecidos mundialmente. É o caso de Antonio Citterio, Ron Arad, Vico Magistretti, Philippe Starck, Piero Lissoni, entre outros.

Acho que nem preciso falar que, com o design inusitado, muitos produtos da Kartell ganharam o prêmio Compasso d'Oro.

Utilizando tecnologia tradicionalmente usada em outros setores industriais, a sacada foi levar o material plástico para dentro de casa como móveis. Até hoje são totalmente feitos em solo italiano mas o maior mercado são os Estados Unidos.

Mas vamos para a parte boa, as peças famosas com a marca Kartell!


Bookworm, uma estante um tanto curva. by Ron Arad
a cadeira Ghost... até dá para entender o porquê do nome.
Philippe Starck.

Eros, uma publicidade instigante... by Philippe Starck 2001

La Marie, um dos ícones. by Philippe Starck

Mademoiselle, AMO essa cadeira! sempre ele, Philippe Starck.

Maui, de Vico Magistretti. 1995 



20110608

[lighting] CABIDES

Engraçado como às vezes as coisas acontecem todas juntas e nem paramos para reparar nisso. Entrando no LinkedIn, me deparei na empresa do Ingo Maurer.
Pra quem nunca ouvi falar dele, o cara é um dos grandes, tanto em termos de design de luminárias quanto à  tecnologia utilizada. Ele brinca em todos os campos da iluminação e do design.
Mas o que ele tem a ver com esse post?

Acontece que uma das luminárias desenhada por ele tem cabides. O mesmo objeto utilizado em outro post que eu li no Design Sponge. E aqui eu apresento as duas:

Oh Man, it's a Ray!




Em uma homenagem a Man Ray, Ingo Maurer brinca com a estrutura de cabides colocada em vários níveis criando essa luminária móvel. E também, querendo ou não, prestando uma homenagem à praticamente morta lâmpada incandescente.
Desde setembro de 2009 a produção de lâmpada incandescente na Europa foi trancada. Ou seja, se você quiser aquela lâmpada de sempre, leitosa não existe mais, vai ter que comprar a nova que tem uma micro halógena dentro. Aquela história romântica do filamento aquecido não tem mais. JÁ ERA!


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A segunda luminária, que eu vi hoje, levou mais ao pé-da-letra a função do cabide. Aplicando uma estrutura com o porta-lâmpada em um banalíssimo cabide, aquele de madeira que todos nós temos em casa. Essa idéia na verdade é a cópia econômica do Clothes Hanger Lamp, de Hector Serrano, produzida pela Droog (custa 125 euros no site). 

a cópia

o original.

ATENÇÃO!!! Se você gostou e quiser fazer isso em casa, o melhor é utilizar lâmpada fluorescente compacta ao invés de incadescente, de baixa potência, porque senão vai queimar a roupa com o calor!! 
É mais uma idéia conceitual do que uma iluminação de verdade. Portanto, nada de colocar a melhor camisa pensando que vai valorizar ela! ;-)


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E viajando mais um pouco nas páginas da internet, acabei descobrindo essas outras invenções:






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O que você achou?

Eu particularmente acho que o cabide tem que continuar com a sua boa e utilíssima função!


20110607

[tema do mês] DATILOGRAFANDO

Muito bem, e cá estamos com o design do dia conforme o tema do mês

Sim, hoje posso dizer que estou produtiva. Não sei bem o porquê, mas alguns dias eu simplesmente não consigo concluir um pensamento inteiro, em outros, o dia rende como 3 ou 4. Já passei as 8h de trabalho, já fiz 2 posts, um deles no novo blog que mencionei em algum lugar, já cozinhei uma torta salgada que nesse momento está no forno e em 20 minutos terei o enorme prazer em comê-la :D

Voltando ao assunto original, 
por acaso algum de vocês já DATILOGRAFOU em alguma máquina de escrever? 

Digo em uma daquelas com as teclas que afundavam o mundo inteiro, com o "martelo" que imprimia graças à tinta preta (ou vermelha) que tinha na fita. Aquela que ainda não tinha a fita corretora, e para a pagar tinha que usar o lápis-borracha! E depois, que para passar para a próxima linha você tinha que girar o rolo?? Então, paramos nesse modelo hoje, nada de correr para a máquina de escrever elétrica!

Começamos pela história da empresa, que se iniciou em 1908 pelo engenheiro socialista e progressista Camilo Olivetti. Conforme ele, Ing. Olivetti & Co - a primeira fábrica nacional de máquinas de escrever. Ele e posteriormente o seu filho Adriano, conseguiram unir os modelos de organização e inovação aprendidos nas suas viagens aos Estados Unidos com a invenção e a criatividade da equipe de trabalho, fugindo assim do modelo tradicional e autoritário do capitalismo italiano.

modelo portátil Lettera 22, desenhada por Marcello Nizzoli em 1950
e hoje exposta no MoMA em NY.


modelo portátil Valentine, de 1969, desenhada por ninguém menos que Ettore Sottsass
também exposta no MoMA e ali conhecida como a "vermelha portátil".


Dos modelos famosos ao primeiro computador! Sim, ele foi feito por uma empresa italiana e lançada nos EUA em 1965.

Programma 101, o primeiro PC feito na História
e apresentado em 1965 nos EUA.

um dos primeiros notebooks, e um dos mais portáteis entre eles. 1983, M10.


Com ideais nos valores espirituais, científicos, artísticos e culturais, a empresa seguiu motivada nos anos 60 tornando-a uma das primeiras fábricas multinacionais na produção de máquina de escrever, juntando a funcionalidade com o design.

Estes são vistos até hoje no legado que a empresa deixou, tanto na região como principalmente na cidade de Ivrea, onde foi fundada. Residências para os funcionários, prédios, escritórios de qualidade arquitetonicamente falando, casas subterrâneas para receber os técnicos e todos os colaboradores externos, centros esportivos, férias organizadas, fizeram parte do desenvolvimento social Olivetti, antes mesmo de pensar que era uma fábrica.


 

para colocar na parede iv. FELTRO

ok, não me aguentei.

Em tempos de crise financeira, posso aproveitar por aquilo que eu já paguei, e entre esses itens está a fundamentalíssima INTERNET.
Viajando pelos blogs que descubro a cada dia, como o DesignerBlog me deparei com essa idéia boa e flexível para a parede:

um quebra-cabeça de feltro

A impressão é de papel de parede em tecido. Flock, como se chama a linha, é composto por módulos. Devo confessar que amo módulos e matrizes, e isso já deu pra perceber nos posts anteriores, veja o porta-frutas de alguns dias atrás, ou a estante para gatos de alguns meses atrás, se você teve tempo de ler.




Mas continuando com a Flock, cada elemento tem a forma hesagonal formando a pattern quando em composição e são auto-adesivos. Assim você decide, se quer cobrir a parede inteira ou se quer só uma parte. Liberdade total também para a forma, mais regular, assimétrica, etc. Criado pelo estúdio londrino Hive, as peças podem ser encomendadas sob medida e em várias cores fortes, vibrantes ou neutras!




Eu vejo isso muito bem na minha casa. Decorando sem ser invasiva e sem marcar demais o espaço. Amei esse exemplo, quero essa sala, todinha assim:



[fora, na rua] 1°: e como seria a sua cidade?

Olá,

abrindo uma nova sessão do lentecolorida, especialmente voltado para as coisas urbanas, comportamento e tudo o mais que acontece na rua, eis que coloco uma pergunta no jogo:

Como você desenharia a sua cidade preferida?

Vale mudar as escalas, colocar os pontos de interesse - turístico, trabalho, bar, parque - que você mais gosta, ou então aquilo que chama mais a sua atenção pela cidade.
Não se trata de um mapa político-geográfico, ou então aqueles turísticos que têm as ruas mais ou menos desenhadas e os símbolos de monumentos e coisas a ver. Estou falando de colocar no papel o significado que uma cidade específica tem para você.

É o caso de Marisa Seguin, que tem as suas ilustrações à venda no site www.etsy.com.


Ou então de Owen Gatley, que aproveita o mapa do lugar por onde passou para contar a sua viagem!




No meu mapa de Milão com certeza não pode faltar alguns edíficios super famosos como a Duomo, Palazzo Marino e a praça della Scala com o bar onde como todos os dias, o parque de Porta Venezia com o sushi e a Porta Nuova, a Centrale, os Naviglios, o Birrificio Lambrate na outra ponta do mapa...

20110606

[tema do mês] O PLÁSTICO

Com um leve salto da década de 40 à de 60, justo para não virar um blog cronológico e aborrecido, hoje vamos falar do plástico.

Bayrle Coats, 1967-68,  Galleria Apollinaire, Milano 1968
foto: Christian Roeder

Sim, esse material "descoberto" nos anos cinquenta e melhorado anos mais tarde foi a grande alavanca para o design industrial. A flexibilidade na modelação de curvas, a partir de uma única forma, a possibilidade de colocar cores intensas nos objetos e a produção em escala industrial levou o design à casa de todos, com ares de liberdade e anticonformismo. Veja o post sobre um ícone mundial aqui

A década representou a ebolição da experimentação em todos os campos - da arte à moda - e obviamente - a forma de projetar e mobiliar. Pra ter uma idéia do porquê de tanta agitação, basta lembrar que naqueles anos Kennedy foi eleito nos Estados Unidos, a Pop Art com Dandy Warhol estava a mil, cores fortes, o preto, o branco e desenhos óticos estavam por toda a parte. Paco Rabanno e a sua geometria colocada em tecidos, a moda passa ao interior da casa, o estilo "lunar" chega até lá.

Os sofás mudam de forma, não tem mais aquele de "sala de visita", agora o povo quer a "sala de estar", para relaxar, o que representa a grande mudança da sociedade. Um exemplo? A poltrona Saco lançada pela Zanotta e criada pelo trio Teodor-Gatti-Paolini em 1968.

pra que ler jornal sentado se você pode se jogar na poltrona!

moderninha essa quarentona, não?

Outro grande nome no cenário italiano: Vico Magistretti.

Esse italiano nascido em 1920, formado em Arquitetura, passou na década de 60 a desenhar objetos. Sócio da ADI - Associação do Design Industrial - criada na década de 50, ele ganhou alguns prêmios 'Compasso de Ouro' pelas criações.

luminária Dalu - produzida pela Artemide desde 1965

outras três luminárias para a Artemide - a Atollo e a
Eclisse foram premiadas com o Compasso d'Oro

Eclisse - quando ainda não existia dimmer, essa luminária já permitia
ao usuário controlar a quantidade de luz
Nessino, Artemide. Essa eu tenho na minha sala!!! 

Mas já vou deixar mais pano para uma próxima manga no assunto plástico. 

Você sabia que a Kartell é italiana?

Essa história eu conto no próximo post sobre plástico e design Made in Italy!

Pera, uva, maçã, salada mista...

Dando um tempinho no tema do mês, até pra não ficar muito repetitivo, acho que vale a pena divulgar essa matéria que eu vi no DesignBoom.

'particle'

Se trata de um porta-frutas diferente. A Form Follows Freedom lançou o 'particle' desenhado pela Sara Ivanyi.
Criado para suportar todo o tipo de fruta, as 13 peças que compõem o porta-frutas são baseadas na composição da molécula do ácido cítrico.
' As frutas são formadas através de átomos e composições moleculares - o ácido cítrico está em toda fruta. Na bioquímica o ciclo do ácido é uma importante fase no metabolismo de todas as coisas vivas. ' 




Ficha técnica: madeira compensada CNC laqueada, a peça foi feita para uma edição limitada no Sofia Design Week 2011.

20110603

[tema do mês] CHOCOLATE?!?

Bom dia!

Primeiramente o contexto: depois do feriado do dia da República, aproveitado muito utilmente com 5 horas no banheiro para a sua limpeza mais do que completa (limpei até a alma lá dentro! inclusive a máquina de lavar roupas Smeg), e finalizado com uma pizza em forma de coração como só na Itália você pode encontrar, dá um conferida nesse post


Posso me dedicar ao tema do mês. O made in italy de hoje vai em homenagem à fome com a qual me acordei e à vontade de comer chocolate junto com a primeira.


* Não, não foi uma punição que me coloquei justamente para o primeiro feriadão do ano, só posso dizer que eu estava precisando MESMO desse dia!




Esse maravilhoso pote recheado com uma pasta de sabor inigualável que eu passei a conhecer só no final dos anos 90 no Brasil, achando que era o recheio de vários Ferrero Rocher concentrado todo num potinho, na verdade é uma criação italiana de algumas décadas.
Vamos aos fatos:
O nome comercial e fórmula que conhecemos foi aprimorada em 1964. Como base é uma pasta gianduia - feita com nozes e cacau. O nome partiu da palavra nut, em inglê noz, com a junção da parte final para ser mais fácil de ser dito pelos italianos, ou como eles diriam "mais orecchiabile". 


A evolução do Creme Giandujot, criado em 1946 - mesmo ano da República - teve a sua criação graças às altas taxas do governo italiano para a importação do cacau. O chocolate convencional então passou a ser de difícil comercialização, ainda mais se pensarmos que naquele período não é que a Itália mergulhava no dinheiro: a II Guerra Mundial recém tinha acabado e como consequência deixou todo um continente órfão e em grande parte falido. Eis então que Pietro Ferrero, proprietário de uma confeitaria no norte da Itália (Alba, Piemonte - região abundante em nozes) cria o primeiro lote de 300kg da Pasta Giandujot, bastante sólida para ser vendida em pedaços.



Em 1951 a receita foi levemente alterada para ser mais cremosa, a Supercrema, e doze anos mais tarde, o filho Michele Ferrero resolveu expandir os negócios para toda a Europa, mudando o nome para aquele que conhecemos e fazendo o logo conhecido até hoje!


Que mundo seria sem Nutella?

Essa é a frase publicitária do produto. Posso dizer que por aqui isso é verdade. Italiano sem Nutella não é italiano. Como em todo café-da-manhã que se preze por aqui, a Nutella é fundamental se você tem uma criança em casa. Já que comer salgado durante a manhã é quase uma blasfêmia! E durante essas décadas, a Nutella foi incorporada na vida dos italianos, mas não só em casa. Filmes, músicas, óperas, livros tem várias citações ao produto ou às recordações que ele reporta.




Pão com Nutella serviu também para a propaganda durante a Copa do Mundo do ano passado, dizendo que um campeão deve comer pão com Nutella como os jogadores da seleção da Itália. E quem diz não é nada mais nada menos que Cláudio Silvesti, o cozinheiro oficial da Seleção Italiana, garoto-propaganda desde 2007.

versão snack criada em 2006. Em uma única embalagem você tem Nutella, biscoito e chá gelado!


20110601

[tema do mês] MADE IN ITALY




Olá,

não quero incomodar muito, mas acabei de decidir o tema desse mês que acabou de começar. E vai ter pano pra manga! Uma breve introdução:

Faltam dois dias para um feriado importante aqui na Itália. Não estou falando de nenhuma data com conotação religiosa ou de significado mundial.

2 de junho, Festa da República Italiana.

Eu, no meu ínfimo e humilde imaginário, sempre tive em mente que a Itália que eu conheço é aquela mesma de milhares de anos atrás. O erro está proporcionalmente ligado à sua História. Depois de impérios, reinos, unificações, a Itália se tornou o que é hoje há 150 anos atrás, aniversário completado no dia 17 de março desse ano. Ou melhor, o esboço do que ela é hoje já que o norte da Itália foi integrado mais tarde.

E vocês sabem desde quando ela é REPÚBLICA??? Desde 1946!!! Ou seja, a Itália é uma República Jovem! Muito mais que o Brasil! Peraí que vou pegar o meu queixo que caiu... É muita pouca idade para uma nação de milênios.
Depois de unificada, de 85 anos de reinado, e do facismo durante as Guerras, o povo foi chamado às urnas para escolher qual o regime a ser adotado no país: Monarquia ou República. Sendo escolhida essa última, a família Savóia (a família real antes do facismo) foi exilada.
Ou seja, o 2 de junho aqui é a mesma coisa que o 04 de julho nos EUA (Independência), que o 14 de julho na França (Tomada da Bastilha) e que o nosso 07 de setembro no Brasil.


Agora, voltando ao tema do mês, comecei a pensar em quantos ícones, objetos, utensílios que temos ao nosso redor e querendo ou não nasceram aqui. E como? E quando?


Então aí está o mote! 
O design italiano 

ficou reconhecido mundialmente depois de 1946. Passadas as Guerras e com a esperança de um país republicano recém nascido, a genialidade italiana foi colocada em ação. Foi o boom depois de muito tempo.
Do estilo de vida, objetos à moda. A Itália pegou a dianteira e passou a ser referência. O MADE IN ITALY passou a ser sinônimo de qualidade e estilo de vida, a Dolce Vita!








E já adianto um promemória de nomes importantes, empresas e ícones até hoje: FIAT, e todo o seu grupo automobilístico - Ferrari, Alfa Romeo - Lamborghini, Maseratti, e a Lambretta e a Vespa, aquelas motinhos que foram sensação na década de 80 no Brasil, as marcas Alessi, Olivetti, Giovanetti, Zanotta, Benetton, Diesel, dos designers Bruno Munari, Ettore Sottsass, Achile e Piergiacomo Castiglioni, Gio Ponti e a maravilhosa Nutella, as massas Barilla, e a Parmalat?  E o Rosa Choque de Elsa Schiaparelli...





Ok, temos muito assunto para colocar em dia.


Você pode conferir algumas matérias já publicadas aqui... vivendo nesse país, é inevitável aprender, me admirar e valorizar a Itália.

à procura do despertador perfeito
brincando de LEGO®
Vermelho-cereja
[design] MOSCHINO: um hotel muito peculiar
[lighting] clamp
agatha in: LOVEsofa
italia: that's amore iii


* Época próspera que eu espero sinceramente que retorne por essas terras, já que nas últimas décadas teve um retrocesso enorme! Papo para outro dia!