Mostrando postagens com marcador imperio romano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador imperio romano. Mostrar todas as postagens

20140107

mais 12 meses: bem-vindo, 2014!

Já disse o bom e velho libriano Carlos Drummond de Andrade em 'Cortar o Tempo':


Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatiasa que se deu o nome de anofoi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.


Mas quem decidiu criar os 12 meses? E por que eles se chamam como os conhecemos hoje?



Bem, o calendário atual que usamos é o de Gregório XIII. Ele fez alguns ajustes no calendário juliano. Este sim, Júlio César, revolucionou a contagem do tempo.

Calendário Romano - 713 a.C
Começando pelo mais antigo, até 713 a.C, o ano havia 10 meses seguindo como calendário lunar, começando no equinócio da Primavera, segundo a lenda de Rômulo, fundador de Roma. Totalizando 304 dias distribuídos nos 10 meses, os 61 restantes não eram contabilizados pois representavam o inverno, um tempo que não era para ser contado.
Numa Pompílio, segundo dos 7 reis da Roma Antiga, determinou a criação de Janeiro e Fevereiro no final do ano. Assim, o ano passou a ter 355 dias, transformando o calendário em luni-solar (imitando seus "amigos gregos" que já haviam um calendário mais preciso).

Calendário Juliano - 45 a.C
O calendário romano seguiu até 46 a.C. Como não coincidia com translação da Terra, a defasagem de 10 dias a cada ano acarretava em estações do ano "fora de época". 
Desta forma, enquadrando o ano legal ao ano natural, Júlio César determinou os 365 dias e 6 horas ao ano. E assim determinou também o ano bissexto. Porém, para corrigir a grande diferença que se tinha somado ao longo do passar do tempo com o calendário romano, 46 a.C passou a ser conhecido como o ano da confusão: com 15 meses e 455 dias!

A partir daí, 45 a.C em diante, passou a ter o nosso tempo.

Gregório XIII - 1582
Gregório, em 1582, determinou então que o começo do ano seria alterado. Os tempos naturais e legais estavam parcialmente sincronizados. Retirando 11 dias do ano de 1582 - o dia seguinte ao 04 de outubro passou para o dia 15 (e lá se foi meu aniversário...) o que antes começava em março, após a festa de Februalia (hoje colocada como a origem do Carnaval), passou a começar em janeiro. Desta forma o equinócio de primavera voltava a 21 de março, mais próximo à Páscoa. 


Mas agora vamos aos meses:

JANEIRO

Homenagem a Jano, deus de duas faces, uma voltada para a frente e outra para trás. Protetor das entradas e saídas, ele era considerado também deus dos princípios e começos - como a primeira hora do dia e o primeiro mês do ano. Um dos meses criado por Júlio César.


Jano e suas duas faces em uma moeda da Roma Antiga, II a.C.



FEVEREIRO
Referência ao festival celebrado nessa época do ano, em Roma, chamado Februália, ou Purificação - ocasião em que eram oferecidos sacrifícios aos mortos, para apaziguá-los. Antes do calendário Juliano, a festa coincidia com o final do ano.

MARÇO
Dedicado a Marte, deus da guerra. Nesse mês - o primeiro do ano antes da reforma feita por Pompílio, escudos sagrados eram levados pelos sacerdotes em volta da cidade, em homenagem à divindade
Marte na Roma e Ares na Grécia, dois nomes para o mesmo Deus.

ABRIL
Existem duas hipóteses. A primeira diz que o nome seria uma homenagem a Afrodite, deusa do amor, a quem o mês é consagrado. A segunda afirma que ele seria derivado da palavra latina aperire, referência à abertura das flores, já que, nesse período, é primavera no hemisfério norte

MAIO
Deusa responsável pelo crescimento das plantas e mãe de Mercúrio, Maia Maiestas era a divindade celebrada nessa época do ano.
Deusa Maia.

JUNHO
Deusa do casamento e do parto, Juno era considerada a protetora das mulheres, especialmente das esposas legítimas. Na mitologia grega, é equivalente a Hera.

JULHO
Inicialmente chamado de Quintilis, por ser o quinto mês (quando o ano começava em março), foi rebatizado em homenagem ao imperador Júlio César, em 44 a.C.
o imperador

AGOSTO
O nome original Sextilis foi substituído, em 8 d.C., para homenagear o imperador César Augusto, que reformou a estrutura de governo do Império Romano, além de somar a ele novos territórios.

SETEMBRO
O nome vem do latim septem, ou sete. Esse era o sétimo mês do primeiro calendário romano, antes da reforma de Pompílio

OUTUBRO
Vem do latim octo, ou oito. Era o oitavo mês antes da reforma de Pompílio

NOVEMBRO
Vem do latim novem, nove.

DEZEMBRO
Vem do latim decem, ou dez. Era o décimo e último mês do primeiro calendário romano

20130219

palavra cruzada: passatempo "moderno"?

Dentre tantas dúvidas que me acometem sobre as coisas normais e diárias da vida (sim, com certeza tenho um quê elevado de loucura), uma questão está sempre presente: A ORIGEM!

Não estou falando de nada cinematográfico. Falo simplesmente da origem, de palavras, conceitos, hábitos, coisas, etc. O tema, sobre como surgiram algumas coisas e como estamos acostumados com elas do jeito que são, já foi abordado algumas vezes, como quando escrevi sobre o leite condensado, as famosas estampas gráficas de tecidos, pré-conceitos e preconceitos a que somos habituados.

Fato é que hoje, após algumas centenas de noites e milhares de horas passadas com este hobby, me veio a pergunta: 

MAS COMO SURGIRAM AS PALAVRAS CRUZADAS?


Ainda bem que o mundo da internet é mais amplo que o Almanaque Abril (lembram dele?). Procurando rapidamente entre blogs e matérias de pessoas que já se impuseram a pergunta - não tenho a pretensão de ter sido a primeira a questionar algo tão banal - além da boa e "velha" Wikipedia, eis o material mais interessante que reuni:

1. A origem é EGÍPCIA! Data de mais de 3.000 anos o resquício mais antigo da palavra cruzada. Que tempos modernos o que...



2. No século IV a.C. os Romanos jogavam o laterculus que constituíam os palíndromos. O vestígio mais antigo vem de Pompéia, a cidade que ficou por séculos escondida sob a lava do Vesúvio...

Hein? Laterculus era o nome da brincadeira, um jogo estilo palavra-cruzada que formava palavras que podiam ser lidas em qualquer sentido: vertical, horizontal, frente para trás, de trás para a frente. 


3. A versão moderna foi reproduzida no jornal New York World em 22 de dezembro de 1913. Arthur Wynne teve como tarefa, sendo responsável pela seção Entretenimento, de criar um passatempo para a edição dominical.

Wynne remodelou o laterculus, acrescendo as dicas em um diagrama na forma de losango, ao invés de fornecer as palavras. Não demorou 10 anos para a moda invadir jornais do continente europeu.

Hoje em dia, todo jornal que se preze tem a sua página com a palavra-cruzada proposta ao leitor. 


 A PALAVRA-CRUZADA EM TERMOS


Quem faz-elabora a palavra-cruzada? O cruciverbalista! 
Porque o termo? Tendo morado por quase 5 anos na Itália, o termo cruciverbalismo não me parece nada estranho: a origem dele é latina. Palavra-cruzada em italiano é cruciverba. Cruci = cruz Verba = palavra, termo, verbo. E é muito divertido de fazer ela também em italiano! 

Quem faz-completa a palavra-cruzada? O cruzadista!
Confesso, sou uma cruzadista viciada, com a certeza de que não sou a única.

CURIOSIDADES DAS PALAVRAS-CRUZADAS


Durante a Segunda Guerra Mundial, foi recrutado um time de experts cruciverbalistas pelo exército britânico. O objetivo era ajudar a decifrar códigos.

No Brasil, eu considero a Coquetel como a principal revista deste passatempo. Mas alguns nomes de cruciverbalistas brasileiros valem ser citados:
Júlio Moncorvo
Euro Oscar
Maria Juncker Rivellino

Uma pena que poucos autores se dedicam ao passatempo... Fica a dica! 





Fonte:
www.mundoestranho.abril.com.br - (o almanaque abril moderno!)
vidadeumaborderline.blogspot.com.br
www.wikipedia.org