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20110607

[fora, na rua] 1°: e como seria a sua cidade?

Olá,

abrindo uma nova sessão do lentecolorida, especialmente voltado para as coisas urbanas, comportamento e tudo o mais que acontece na rua, eis que coloco uma pergunta no jogo:

Como você desenharia a sua cidade preferida?

Vale mudar as escalas, colocar os pontos de interesse - turístico, trabalho, bar, parque - que você mais gosta, ou então aquilo que chama mais a sua atenção pela cidade.
Não se trata de um mapa político-geográfico, ou então aqueles turísticos que têm as ruas mais ou menos desenhadas e os símbolos de monumentos e coisas a ver. Estou falando de colocar no papel o significado que uma cidade específica tem para você.

É o caso de Marisa Seguin, que tem as suas ilustrações à venda no site www.etsy.com.


Ou então de Owen Gatley, que aproveita o mapa do lugar por onde passou para contar a sua viagem!




No meu mapa de Milão com certeza não pode faltar alguns edíficios super famosos como a Duomo, Palazzo Marino e a praça della Scala com o bar onde como todos os dias, o parque de Porta Venezia com o sushi e a Porta Nuova, a Centrale, os Naviglios, o Birrificio Lambrate na outra ponta do mapa...

20110308

todo carnaval tem seu fim 2.

Olá!

Após um retiro espiritual em Venezia, está na hora de postar algumas fotinhos. E, claro, comprovar que os personagens descritos durante o mês de fevereiro existem!



Pierrot no meio da multidão.

Uma das versões originais do Arlecchino vagando por San Marco.

No ano dos 150o aniversário da unificação da Itália, um dos maiores símbolos também foi homenageado.
A moka!

Onde foi parar o gondoleiro?!?





20110222

[carnaval] 4: Pulcinella

E essa semana vamos em direção ao sul da Itália: 

PULCINELLA

  

Máscara originária de Nápoles, mais especificamente Acerra, POLECENELLA, é tão importante para a região que desde 1992 tem um museu todo seu: www.pulcinellamuseo.it, foi inventada oficialmente por Silvio Fiorillo na metade de 1500.

Ao contrário das máscaras anteriores que representam personagens urbanos, essa nasceu em um contexto campestre, um conterrâneo estúpido e engraçado.

Como as demais máscaras, existe mais de uma versão para a sua origem, muito mais antiga que a sua oficialização. 
* Para alguns, Puccio D'Aniello entre outros, e estou falande de pessoas que realmente existiram durante a época medieval (!), deram corpo e alma ao primeiro Pulcinella. Mas por que Puccio D'Aniello ficou famoso: porque ele foi retratado pelo pintor Annibale Carracci no quadro que inspirou Silvio Fiorillo.
* Já para outros o nome vem de Policinello, que seria um pintinho e por isso a sua máscara com o nariz tão pontiagudo que lembra um bico. E essa é a versão mais simples.
* A terceira versão é que o personagem herdou de Maccus da Comédia Atellana. Ele é um dos personagens mais bobos e engraçados, às vezes sátiro, servo com um nariz comprido e rosto irregular e uma boa pança! Suas roupas eram largas, camisa e calças brancas, além de portar uma "meia" máscara. A Comédia Attalana, um tipo de espetáculo muito popular na Roma Antiga, podendo ser comparada ao teatro popular de hoje, havia um público de classe baixa, era apresentada na região da Campania (século IV a.C.).  Porém e sempre tem um porém, muitos dizem que a máscara lembra mais outro personagem da Comédia, Kikirrus, que já pelo nome remete ao canto do galo - vide o post - e daí viria o nariz da máscara de Pulcinella.


Mas eis que Pulcinella virou o antagonista de Arlecchino!!!! 
Isso aconteceu quando a Cia Treatal levou a peça de Nápoles ao norte da Itália. 

20110213

[carnaval] 3: Pierrot

Terceiro personagem a ser revelado, ao meu ver a máscara mais famosa de todas. Nunca entendi como alguém no Carnaval podia ter uma lágrima no rosto... aquela melancolia que normalmente a criança não entende.

Vamos então à mascara do dia:



PIERROT

Temos duas versões para a sua origem:
A primeira parte do da idéia de que não é original da Itália mas que teria vindo da França. Seria uma poucas máscaras "importadas". Nota: fato extraordinário em uma terra que valoriza acima de tudo as suas tradições locais. 
Por isso a segunda versão pode, ou ser uma tentativa de nacionalizar o personagem ou então ser a verdadeira: o nome Pierrot seria a versão francesa de Pedrolino, da Commedia dell'Arte, no final do século XVI.

Mas continuando com a história, a princípio Pierrot era um servo considerado bobinho e ingênuo. Só que o ser preguiçoso dele escondia uma inteligência como de poucos. Correto no falar, muitas vezes ele corrije os patrões e finge não entender quando quer, fazendo exatamente o contrário daquilo que ordenaram. 
Com o tempo se transformou num clássico personagem romântico, violeiro, apaixonado e sempre com um ar de tristeza sob a sua veia cômica, perdendo um pouco esse lado "debochado" com o patrão. Essa seria uma adaptação para o teatro francês (de acordo com a segunda versão).



Traje: camisa ampla, estreita na cintura, e calças brancas. Acessórios em preto.


20100903

O que nos espera em Veneza


Uma dica que dou a mim mesma e a quem mais possa interessar! A partir de setembro Veneza vive alguns momentos intensos.

Ontem começou a ¨Mostra internazionale d´Arte Cinematografica¨, que dura até o dia 11 desse mês. Presenças muito aguardadas são as das atrizes Jessica Alba e Natalie Portman.

Contemporaneamente, a Biennale di Architettura vai até dia 21 de novembro. Estão aí dois bons motivos para ver uma Veneza um pouco diferente da sempre cidade turística. Disposta em 6 locations (Palazzo delle Esposizioni, Corderie dell´Arsenale, Arsenale, Giardini della Biennale, Padiglioni e Padiglione Italia).
A Moroso, por exemplo, reconhecida marca mundialmente famosa pelo design de seus produtos, participa da Bienal com uma instalação externa que expõe 3 modelos de cadeiras nos espaçs dos jardins e do Arsenal: Little Albert de Ron Arad, Supernatural de Ross Lovegrove e Rain Chair de Tord Boontje, todas em branco. A artista Nuala Goodman, em outra instalalção, propõe 50 peças ícones da marca com personalização manual. Além de uma proposta ecológica em uma instalação itinerante com a releitura do modelo Little Easy de Ron Arad.

E pensar que o mais interessante, aquelas instalações de artistas muitas vezes anônimos, não foram ainda ¨descobertas¨ pelo público.
Fica a dica.
A publicidade é boa, os eventos são reconhecidos, mas as surpresas ainda estão por vir!!