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20111022

personalidade do dia. SVICOLANDO

Um dos grandes nomes do design italiano no século XX, Vico Magistretti tem no seu currículo um conjunto deslumbrante e muito variado, dificilmente comparável a outros designers.



Móveis, arquitetura e cotidiano, inspirado pelos ideias modernistas depois da Segunda Guerra Mundial, ele procurou criar um tipo de design anônimo - simples, funcional, racional, elegante - para parecer que o objeto era mais a evolução natural do que uma criação proposital. Daí podemos entender uma famosa frase sua a respeito disso:
Eu gosto do conceito do design, aquele que é talmente claro e simples que você pode se permirtir a não desenhá-lo. Muitos dos meus projetos eu passei por telefone.
Tendo um museu só seu - o antigo escritório foi transformado no "santuário" - a Fundação Vico Magistretti foi fundada em janeiro do ano passado pela sua filha, para preservar e publicar os arquivos, mostrando todas as facetas do designer. Nascido em 1920, formado em Arquitetura no Politécnico de Milão em 1945, acabou deixando todos em 2006, depois de 60 anos de trabalho.

a Fundação Vico Magistretti


SVICOLANDO

A idéia nasceu como um museu a céu aberto. São 20 locações espalhadas em Milão até o dia 28 de outubro, que contam um pouco da vida e do design de Magistretti.

Foram criados dois percursos pela cidade:

itinerário do DESIGN - começando pela Triennale de Milano, se inicia o percurso em 6 showrooms das empresas que contribuíram para a criação da FVM: Artemide, Cassina, De Padova, Flou, Oluce e Schiffini. Em cada um deles estão expostos modelos dos produtos criados exclusivamente pelo designer, sendo praticamente a complementação do Museu.

itinerário da ARQUITETURA - 14 edíficios dos projetos mais significativos, escolhidos pela acessibilidade através dos meios públicos, seguindo principalmente o traçado das linhas de metrô da cidade - conforme ele "a única coisa moderna da cidade". Dá para ver que o cidadão era muito provocatório.

a cadeira Selene - inovação na seção S dos pés para dar equilíbrio e resistência aos 3mm de espessura do material plástico

Dalù - Artemide

criação para Cassina

Eclisse - Artemide

Maui - Kartell







20110612

[tema do mês] PLASTICO again

Uma das surpresas no pesquisar o MADE IN ITALY do pós guerra, é que descobri uma empresa com um nome que eu diria muito alemão ser de origem italiana.

Estou falando da

repararam que a cor da letra é vermelha como a da Nutella?



Fundada em 1949 na província de Milão pelo engenheiro químico Giulio Castelli, a empresa começou fazendo produtos plásticos para carros e acessórios domésticos.

O sucesso que começou a chegar na década de 60 se consolidou em 1972 a nível internacional, com a participação na mostra realizada no Moma, dedicada ao design MADE IN ITALY. A mesma que já mencionei no post anterior sobre o plástico.

As peças criadas por Gae Aulenti, Ettore Sottsass e Marco Zanuso passaram a fazer parte do acervo permanente do museu.

Nos anos 90 a marca deu uma renovada, voltando com nomes de peso e conhecidos mundialmente. É o caso de Antonio Citterio, Ron Arad, Vico Magistretti, Philippe Starck, Piero Lissoni, entre outros.

Acho que nem preciso falar que, com o design inusitado, muitos produtos da Kartell ganharam o prêmio Compasso d'Oro.

Utilizando tecnologia tradicionalmente usada em outros setores industriais, a sacada foi levar o material plástico para dentro de casa como móveis. Até hoje são totalmente feitos em solo italiano mas o maior mercado são os Estados Unidos.

Mas vamos para a parte boa, as peças famosas com a marca Kartell!


Bookworm, uma estante um tanto curva. by Ron Arad
a cadeira Ghost... até dá para entender o porquê do nome.
Philippe Starck.

Eros, uma publicidade instigante... by Philippe Starck 2001

La Marie, um dos ícones. by Philippe Starck

Mademoiselle, AMO essa cadeira! sempre ele, Philippe Starck.

Maui, de Vico Magistretti. 1995 



20110606

[tema do mês] O PLÁSTICO

Com um leve salto da década de 40 à de 60, justo para não virar um blog cronológico e aborrecido, hoje vamos falar do plástico.

Bayrle Coats, 1967-68,  Galleria Apollinaire, Milano 1968
foto: Christian Roeder

Sim, esse material "descoberto" nos anos cinquenta e melhorado anos mais tarde foi a grande alavanca para o design industrial. A flexibilidade na modelação de curvas, a partir de uma única forma, a possibilidade de colocar cores intensas nos objetos e a produção em escala industrial levou o design à casa de todos, com ares de liberdade e anticonformismo. Veja o post sobre um ícone mundial aqui

A década representou a ebolição da experimentação em todos os campos - da arte à moda - e obviamente - a forma de projetar e mobiliar. Pra ter uma idéia do porquê de tanta agitação, basta lembrar que naqueles anos Kennedy foi eleito nos Estados Unidos, a Pop Art com Dandy Warhol estava a mil, cores fortes, o preto, o branco e desenhos óticos estavam por toda a parte. Paco Rabanno e a sua geometria colocada em tecidos, a moda passa ao interior da casa, o estilo "lunar" chega até lá.

Os sofás mudam de forma, não tem mais aquele de "sala de visita", agora o povo quer a "sala de estar", para relaxar, o que representa a grande mudança da sociedade. Um exemplo? A poltrona Saco lançada pela Zanotta e criada pelo trio Teodor-Gatti-Paolini em 1968.

pra que ler jornal sentado se você pode se jogar na poltrona!

moderninha essa quarentona, não?

Outro grande nome no cenário italiano: Vico Magistretti.

Esse italiano nascido em 1920, formado em Arquitetura, passou na década de 60 a desenhar objetos. Sócio da ADI - Associação do Design Industrial - criada na década de 50, ele ganhou alguns prêmios 'Compasso de Ouro' pelas criações.

luminária Dalu - produzida pela Artemide desde 1965

outras três luminárias para a Artemide - a Atollo e a
Eclisse foram premiadas com o Compasso d'Oro

Eclisse - quando ainda não existia dimmer, essa luminária já permitia
ao usuário controlar a quantidade de luz
Nessino, Artemide. Essa eu tenho na minha sala!!! 

Mas já vou deixar mais pano para uma próxima manga no assunto plástico. 

Você sabia que a Kartell é italiana?

Essa história eu conto no próximo post sobre plástico e design Made in Italy!