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20130605

Por uma vida em duas rodas

Eis que surgiu um assunto que me interessou. Aleatoriamente, duas matérias que falam sobre: BICICLETAS.
 
Digamos que o nosso estilo de vida no Brasil tem muito ainda a ser aprimorado. Urbanisticamente falando, além das inúmeras iniciativas que os governos deveriam propor e aplicar sabiamente, a educação geral da população também deve ser desenvolvida.
 
Como?
 
De repente se propor a usar menos o automóvel, usar mais os meios públicos, caminhar mais, observar mais a cidade onde vive, o bairro e entre isso, andar de bicicleta.
 
Não quero entrar no mérito das poucas ciclovias, da falta de segurança, tudo o que a instância pública peca aos cidadãos. Sou tremendamente contra o descaso que o Urbanismo teve e tem no nosso país. Não existe nada mais belo do que poder usar a cidade amplamente, os seus espaços, as suas ruas, vivê-la intensamente.
 
Hoje o assunto é diretamente aplicado à bicicleta.
 
Quem viveu na infância dos anos 80 e 90 nunca escutou os bordões sobre a Caloi? Querendo ou não, a bicicleta era muito difundida aos pequenos e pouco usada como locomoção dos adultos.
 
Essa realidade vem mudando aos poucos.
 
Alguns dias atrás vi uma matéria na TV sobre "bikerboys" (desculpem qualquer erro, criei esse termo), um grupo de pessoas que assim como os motoboys, se encarrega de levar encomendas pela cidade de Porto Alegre, de bicicleta. Vários argumentos positivos foram expostos sobre a modalidade de leva e traz e todos os que trabalham nisso acreditam e se sentem realizados.
 
Tendo vivido bons 5 anos na Itália, onde o bike sharing começou há pouco mais de 2 anos e onde a bicicleta serve para transporte a curtas e médias distâncias com pessoas engravatadas, mulheres de salto e estudantes, alguns modelos se destacam na cultura deles.
 
Um deles é a bicicleta Graziella.
 
Um verdadeiro cult que fez história: original em 1964 pelo desenho de Rinaldo Bonzelli, hoje ela volta para reforçar o momento do retorno ao utilizo da bicicleta como meio de transporte -acrescentando as vantagens de que faz bem à saúde e à carteira. A característica atual é que as duas rodas da nova versão são ecológicas.
O modelo continua prático, robusto e dobrável, e por esta última característica, de fácil transportabilidade, entrando em qualquer porta-malas.
 
La Graziella
as três cores disponíveis na reedição, 48 anos depois

Brigitte Bardot e a sua Graziella nos anos 60.
Eis porque a versão branca recebeu o seu nome

Salvador Dalì também tinha a sua.
O seu nome agora representa o tom azul.

 

o logo original

o novo logo, versão 2013.





ELK - Oad Wood Bike Hanger

E não são só os modelos de bicicletas que ganham vantagem. Muitos acessórios estão sendo desenvolvidos para dar mais praticidade e também design à função.
Um deles é o suporte em madeira, de linhas simples, mas bonito para fixar a bicicleta em destaque.

 Gostei!
 

O modelo ELK em madeira é fabricado pela Woodstick

Mais detalhes você encontra aqui.
 
 
 
 

20121024

eu sou do sul parte 2. this is brazil!

É engraçado como às vezes vemos situações que dependendo a situação poderiam parecer mais do que normal, em outras nos faz pensar: mas onde estamos mesmo?

Continuando a série - eu sou do sul - e falando das coisas boas daqui (ok, sou bairrista, mas a um nível saudável), passando de carro hoje por uma cidadezinha próxima à minha, não resisti e tive que parar para tirar umas fotos e mostrar que aqui no Brasil também existem situações pitorescas, bonitas e simples!

O urbanismo com certeza não é o mesmo da Europa, até por uma questão histórica - e não só cultural - mas o que você diria sobre as fotos que vem a seguir? Onde estamos?





Adorei a iniciativa. Não sei dizer de quem foi, mas como se trata de uma cidade relativamente pequena e com a participação da população para manter o espaço público sempre impecável, dou o parabéns a todos!
A bicicleta, como meio de transporte no dia-a-dia, não é tão comum no Brasil, por isso mesmo eu poderia esperar essa instalação urbana em qualquer pequeno borgo europeu.

A cidade?

COLINAS, às margens do Rio Taquari, no Rio Grande do Sul, Brazil! (com Z mesmo! hehehe)
Ela se lança, com todo o direito e propriedade, como CIDADE-JARDIM.

De colonização predominantemente alemã, podemos ver a influência dos imigrantes que transmitiram aos descendentes a cultura na arquitetura e no cuidado dos jardins. O charme fica também pela linha de trem que costeia a cidade, passando de vez em quando cheio de carga... lembra outros tempos, outros continentes!

Com cerca de 2.400 habitantes e a 125km da capital do estado, Porto Alegre, a cidade se destaca por manter as ruas impecáveis. A região também oferece muito em termos de esportes na natureza, ainda não muito explorados. #ficaadica



Você pode conferir nas fotos abaixo e no site da Prefeitura mais informações. É só clicar aqui.

a rodovia, que vira a avenida principal da cidade - você é obrigado a passar por ela e se encantar pela cidade - mostra que mesmo próximo a uma rua movimentada, é possível ter um espaço de lazer para os cidadãos.

repare nesta casa, feita com pedras da região, o arenito e colocação diferenciada conforme a altura da construção. O jardim emoldura a arquitetura local, muito bem feita. 

e quase na frente da casa, uma das bicicletas floridas! Muito charme, made in Brazil!


Apoio muito iniciativas como esta. Garantir o bem comum em uma cidade não depende só de instâncias governamentais. A contribuição da comunidade acaba assegurando que o espaço se mantenha melhor!