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20101219

Gubbio

Continuando a série ¨Luzes de Natal¨, em dezembro vale dar uma conferida na maior árvore de Natal do mundo.

Muita calma nessa hora, antes de criarmos uma imagem mental de uma árvore natural gigantesca, explico que a ¨árvore¨ em questão é uma estilização, uma representação. Como: distribuindo postes de luminárias ao longo de toda uma colina. Sim, de uma colina!!!! O desenho final obviamente é uma árvore de Natal.

De perto não se consegue ter a nitidez do desenho, mas distante um par de km, na auto-estrada, o show é sensacional. São muitos os carros que param ao longo da estrada para tirar uma fotinho.

Onde: Gubbio, na província de Perugia na Itália. 

A cidade em si já merece uma parada estratégica em qualquer viagem, turística ou não. Procurando rapidamente alguns dados no Wikipedia, descobri que é a mais vasta da região, em termos de superfície, e a 7a maior na Itália! Mas não é por isso que você deveria incluir ela na meta de viagens.
Próxima à cidade de Assisi, onde San Francesco viveu praticamente durante toda a sua fase religiosa, Gubbio é mencionada na Bíblia pela história do Santo com o lobo. Mas a sua história é muito mais antiga.
O que vale é que a cidade é charmosíssima. Incrustada no Monte Ingino, percorrer os seus vícolos imaginando a vida de um tempo atrás não tem comparação.












20101209

Profissao viajante SAN GIMIGNANO

Hoje nos meus devaneios pós-retorno de feriadão, comecei a pensar que a profissão ideal para mim é a profissão viajante.

Não sei bem quem poderia me empregar ou como fazer isso render algum dinheiro, mas que seria muito divertido isso seria. Ter estudado Arquitetura e Urbanismo me faz analisar as cidades, as ruas, as construções e o comportamento das pessoas nos espaços. Tento me situar a época nal qual foram construídas, os anos, séculos que ¨sobreviveram¨ às mudanças culturais, políticas, religiosas, etc. Sim, eu ¨viajo¨ muito nas minhas viagens.

De segunda à quarta, com um grupo muito especial de amigos, pegamos um carro e nos mandamos para a Toscana e Umbria, fazer um pouco da Itália medieval. Um período muitas vezes estigmatizado como ¨o tempo da escuridão¨, injustamente. 

Primeira parada foi San Gimignano. Sim, praticamente todos já escutaram falar dessa cidade e suas torres. Que era uma potência antes da Peste Negra devastar 60% da população, o que a fez sair do eixo-econômico da época. Eu compararia ela com Bruges na Bélgica. Ambas estão muito bem conservadas porque em algum momento perderam o seu respectivo ¨atrativo¨ ecônomico, e não sofreram especulações imobiliárias.


Um cenário tipicamente italiano 

Algumas das famosas torres de S. Gimignano

Piazza della Cisterna 

Vista da cidade de cima da Torre Grossa

Detalhes que me conquistam: Em tempos de Natal, um presépio de cerâmica 
na fachada de uma casa.

Ângulos interessantes: contando séculos de História

O que fazer, onde comer, compras:
Vale a pena andar por todas ruelas da cidade. Ela é pequena, mas não tem nada igual do que se perder pelos seus Vicoli. Perguntar aos locais onde comer sempre vale, nós comemos em um restaurante perto da Piazza Cisterna: Enoteca Il Castello. Gnochetti com molho de tartufo e Coniglio com legumes são muito bons, além do vinho da casa. Os queijos com mel e maçã também merece destaque.
Subir na Torre Grossa: a mais alta da cidade, ou seja, muitos degraus a subir. Ali, onde se compara o sítio geográfico da fortificação com a paisagem tipicamente toscana, é indescritível. Pagando €3,00 se tem acesso a mais dois museus. 
Lojinhas ao longo da via San Giovanni, da entrada principal: destaque para as bolsas de couro com preços acessíveis!