20110823

vida.

Voltando muito aos poucos das férias (ainda não acabadas!), recebi uma frase que acabou resumindo os meus últimos dias.

A vida é curta,
quebre regras, 
perdoe rapidamente, 
beije lentamente... 
Ame de verdade. 
Ria descontrolavelmente 
e nunca pare de sorrir, 
por mais estranho que seja o motivo. 
E lembre-se que não há prazer sem riscos. 
A vida pode não ser a festa que esperávamos, 
mas uma vez que estamos aqui, 
temos que comemorar!!


Com dois destinos não tão normais no mundo do turismo, acabei cruzando com culturas, paisagens, Histórias e pessoas diferentes e ao mesmo tempo iguais. 

Primeira parada: Tarifa, Espanha. O ponto mais ao sul da Europa, de onde você pode ver a África. Influência marroquina na cidade acaba deixando-a com uma identidade única.





Segunda parada: Belgrado, Sérvia. A cidade branca que teve alguns momentos críticos, mas que abusa da natureza para desfrutar o prazer de viver. 










20110807

alhos com bugalhos

Ontem dei uma volta na loja que eu considero A MELHOR de toda Milão: Cargo & HighTech. 

Em termos de objetos, alguns muito práticos, outros menos, mas todos de muito design, ali você encontra TUDO!
Logo na primeira sala (o lugar parece mais um labirinto, o que o deixa mais divertido ainda), voltei à minha infância e fiquei horas rindo como uma boba diante de um CALEIDOSCÓPIO.
O jogo de imagens, o quanto muda de forma de acordo como você o mexe, me fascina, assim como qualquer criança. Quase trouxe um para casa, e me arrependi do quase. Na próxima eu compro. Uma coisa inútil eu sei, mas que brinca com a nossa imaginação sem toda essa onda tecnológica de hoje em dia, só por isso merece ser comprado.

O nome vem do grego, da junção das três palavrinhas KALOS EIDOS SCOPEO. Significado: "belo, bonito" "imagem, figura" "olhar, observar". Ou seja, observar imagens bonitas, direto ao ponto. 

Voltando ao mundo digital, eis que descobri uma aplicação do Google Maps, Rorschmap, que permete ao usuário pegar a imagem satelitária de um local e rebatê-la nos eixos longitudinal e trasnversal. Como no Teste de Roscharch. O resultado da minha brincadeira em Milão você confere aqui embaixo:

Parco Sempione x4. A Arena Cívica acabou formando 2 corações.

Castello Sforzesco

4 Galerias Vittorio Emanuele e ao meio uma Duomo pequena.

Piazza della Scala

e aqui, Brasília vista do alto... conseguiu ver os 4 aviões?



Mas o que uma coisa (caleidoscópio) tem a ver com a outra (teste de Roscharch)? 
Admito, não muita... mas se Roscharch tivesse que explicar o meu cérebro, seria algo do tipo que acabei ligando a forma de rebater um mesmo elemento em 2 ou mais eixos para criar novas imagens como "métodos irmãos".

Sim, tenho uma forma diversa de pensar, e por isso o considero uma lentecolorida. ;-)


ficha técnica:
Cargo & HighTech - piazza XXV Aprile 12, Milano
Rorschmap - http://rorschmap.com/

O.o Lápis de comer?

A seção vaigordinha está na área. Tudo por culpa de uma série de lápis que dão muita água na boca...

Nos dois casos que você vai ver abaixo, ao invés de jogar fora os restos depois de apontar um lápis, você vai simplesmente devorar até o último resquício. (ao menos eu iria...)

1. Lápis de chocolate

Chocolate pencil dessert by Oki Sato.
Dispostos em um prato feito justamente para conter esses lápis, com proporções diferenciadas de cacau, o objeto em questão tem um apontador feito especialmente para decorar sobremesas. 
Entre comer as raspas ou o lápis inteiro, a decisão cabe inteiramente ao usuário!






2. Lápis de parmesão

Parmesan Pencil Shavings by The Deli Garage.
Uma série de 500 embalagens com três lápis cada uma e seu apontador, esgotados em questões de segundos. São três sabores: queijo parmesão picante, ao pesto e trufado. A régua serve para "medir" as calorias consumidas. Essa parte eu pulo, que não me interessa! 




Quero os dois. E você?

20110805

música do dia. sound of sunshine

O tema música é muito polêmico. Dar alguma opinião sobre algum artista, musica ou estilo é quase pedir para ser crucificado nos dias de hoje. 
Mas posso dizer que não estou ligando muito para isso. 

Vale repassar quando existe talento, e esse realmente não se discute. 

Em termos de música italiana, existem muito mais músicos que realmente produzem algo de original daquilo que conhecemos no Brasil. O modelo export por aqui não funciona muito, eles são bem bairristas.

O bairrismo já começa quando você, na maior inocência, fala para um italiano que compor música na língua deles não é tão fácil quanto se imagina, porque não combina com todos os ritmos. Tentem  imaginar, o que significa dizer que o idioma é limitado, logo o italiano, puríssimo e o mais bello!

E dou a minha cara ao primeiro tapa. 
O porquê da defesa da minha teoria: quando o italiano moderno foi colocado em prática, a construção das frases partiu da musicalidade e sonoridade das palavras. Dante Alighieri (e aí vai um dos tantos motivos para o italiano se orgulhar da sua língua, pois ninguém mais no mundo pode dizer que foi criada por um dos maiores gênios da História - ok e nisso eles têm razão) elaborou a junção das sílabas e frases para que, no momento que se fala corretamente, o italiano tenha a sua cadência. Saiu do ritmo, falou errado. Simples, mas para a música só complicou.

Por isso, quando escuto alguma canção em italiano que rompe essa musicalidade natural, mas que faz isso bem, considero imensamente o talento do compositor.

É o caso de Lorenzo Jovanotti.




Não sei até que ponto é conhecido no exterior, porém é um dos poucos músicos da nova geração que sabe brincar com os sons e instrumentos, e além disso compor músicas que quando em texto parecem mais poesias.

Não vou me aprofundar muito na vida dele. O que me interessa hoje é o remix que ele fez em uma música inglesa, passando metade dela para o italiano e ainda complementando a melodia. 
Compare a versão original, e a versão italianizada. Sou muito mais a segunda.

E agora dei a minha cara para outro tapa.


Versão original:
bonita, muito sol, muita praia, mas também muito calma...



Versão remixada:
bonita, mais ensolarada, mais alegre! (mesmo nao tendo o mar, prefiro esse clipe...)


Para ter uma idéia do que é a simpatia do cantor, que mesmo sendo um dos grandes do país, continua muito "humano", abaixo você pode verificar como é o final de um show seu... Já com as luzes ligadas, quando muitos outros cantores já foram embora... Vai ele e a sua equipe PULAR! Poucos fazem festa desse jeito!


20110802

personalidade do dia. NAOTO FUKASAWA

Um dos designers mais completos, criativos na essência sem parecer demais é esse japonês em questão.

Em um ano que o país sofreu tanto, vale a pena recordar o porquê que eles devem ser admirados. Algumas das marcas que Naoto Fukasawa colaborou estão entre as maiores do design mundial: Muji, Driade, Artemide, Danese, Boffi, etc.

Como ele mesmo diz,
Thinking needs time. Feeling can be done in a moment. When you see something for the first time it seems to be important, but it’s the later, when you use the object that you realize that what you’ve missed initially is the essence of what design is all about.

A sua última criação, foram as embalagens para suco de fruta que acabam tendo a cor e textura da fruta: morango, banana, coco. Qual você prefere?






Aqui vão algumas das suas criações mais famosas:

o cd player desenhado para a Muji, um dos primeiros sucessos

 Hashi Long, Artemide. Luminária a LED

Itis, outra luminária desenhada para a Artemide


porta guarda-chuvas da série Bincan

escrivaninha série Bincan com a luminaria Itka fixa. Danese.


fontes:
Muji

20110729

[identidade visual] o que é importante?

Continuando no mesmo tema de ontem e já publicado algumas outras vezes,  a genialidade de muitas marcas além da qualidade do produto é a familiaridade visual que dá aos consumidores.

Embalagem, cor, letra, o design do produto elaborado com inteligência e coesão acaba sendo premiado com o tempo.

É o caso visto no post tempo digital sobre as fontes,  e a brincadeira de trocar as embalagens.

Seguindo a mesma linha de pensamento do Jorn, o grupo Antrepo Design Product resolveu descobrir qual é a essência de determinados produtos famosos que faz serem reconhecidos e identificados imediatamente pelo público.

Ao invés da embalagem, a bola da vez foi a gráfica dos rótulos e o quanto minimalista poderia ser sem perder a identidade. O projeto foi desenvolvido em duas fases.


Primeira:


MINIMALIST EFFECT IN THE MAXIMALIST MARKET





Segunda fase do projeto:

maior simplificação do produto: dessa vez foi pensada uma quarta versão, onde até o tipo de fonte foi padronizado. Todas passaram a Helvetica Neu Bold.








fonte: fubiz
imagens: Antrepo

20110728

[preconceitos] beber leite faz mal.

Olá,

adoro quando pré-conceitos são quebrados. 

Muitas vezes, principalmente depois de adultos quando já estamos acostumados com o que a vida capitalistaconsumistamaterialista, através de idéias simples precisamos rever os nossos conceitos. Se você passar os olhos correndo por uma gôndola do supermercado, pode ser que não assimile bem o que está vendo. 



Sim. Você acabou de ver algumas das bebidas alcólicas mais famosas em embalagens de... leite!

Quem teve a sacada foi o artista Jorn, com base na Alemanha em Dusseldorf, batizando-a com o nome de Ecohols. Apesar do nome dado para a série, a pergunta que ele se fez não foi exatamente sobre a 'ecologia', mas sim sobre a passagem do tempo e o quanto a marca resiste a ele:

o que aconteceria se as grandes marcas tivessem que deixar as suas garrafas originais para se adaptar a outros tipos de embalagens?





E você, o que diria sobre isso?
eu sempre duvidei o quanto beber leite faz bem... :P



ficha técnica
quem: Jorn www.jørn.de
onde: Dusseldorf
como: Fubiz www.fubiz.net

20110722

interligações

Depois de muito tempo, voltando ao site designsponge, me deparo com a foto no 'best of decorative paint', que acaba me remetendo a um passado muito, muito distante.




Sem me deter muito no trabalho que dá pintar essa parede a mão - desenhar, separar os triângulos por cores, colocar fita crepe pra não dar problema, etc - acabei pensando em Bandeiras de São João.

Talvez pela forma triangular e pela mistura de cores, a imagem de um quadro, vista há muito tempo atrás voltou à minha mente: se trata de Alfredo Volpi. Como eu sei? Nada como uma gincana sensacional do colégio. Acho que eu estava na quarta série, mas como uma das tarefas daquele ano, tivemos que descobrir de quem era a obra impressa.



Eis que mais um ítalo-brasileiro aparece no blog. Depois de Lina Bo Bardi, cruza pelo meu caminho, pela segunda vez, Alfredo Volpi. Nasceu em Lucca no final do século XIX e com apenas um ano de vida veio para o Brasil. Um pintor muito livre como técnico, e ao mesmo tempo abordando temas populares. 

E a minha memória ainda está boa, mesmo tantos anos depois...

20110717

[fora, na rua] nas calçadas ii . milão

Aqui em Milão é praticamente impossível caminhar com sandálias de salto fino pelas ruas da cidade. Toda santa calçada é repleta de grelhas... porque simplesmente Milão é como se fosse um queijo suiço: existem várias 'cidades', uma sobre a outra, e a característica já de tanto tempo é ter um pavimento subterrâneo. Para a ventilação se colocam grelhas nas calçadas, rente ao edifício.

Nas fotos que vocês vêem abaixo, dá para perceber isso e mais um 'peculiar' fato: milanês fuma muito!! Olha quanto toco de cigarro tem lááááá embaixo!


dá para caminhar com salto fino?

aproximando...

olha quanto cigarro!

20110704

[fora, na rua] nas calçadas i

Dando uma volta pelos blogs de hoje, acabei descobrindo um povinho bem legal! A Democracia Criativa, ou melhor, Démocratie Créative, resolveu brincar um pouco com o urbanismo da cidade.

Na Spielplatz a proposta foi transformar as calçadas em playground. Afinal, um pouco de diversão durante a nossa vida séria cai muito bem!!

para incentivar a jogar o lixo na lixeira...

labirinto!

até a pomba participou da instalação

ponto para cuspir o chiclete...


se tiver greve de bonde, corra!  

desculpa para o seu atraso: