20110207

personalidade do dia: verner panton


designer.
VERNER PANTON

Esse dinamarquês, que estudou Arquitetura na Academia de Conpenhagen, estagiou (ele também já foi estagiário!) com Arne Jacobsen, participando na criação da cadeira Ant no final da década de 40 e que logo depois abriu seu próprio estúdio de design, em 1967 juntamente com a Vitra, fez a famosa cadeira Panton.

Antes porém de explicar mais sobre ela, tenho que deixar claro que ele foi o primeiro designer a conseguir fazer a primeira cadeira plástica em uma única forma: Stacking, que serviu de base para a Panton. Agora sim, vamos a ela:

Levou o sobrenome do seu criador um ícone do design dos anos 60-70, na então moda futurista. Com um perfil curvilíneo, a cadeira foi primeiramente produzida com uma mistura que continha fibra de vidro (Luran-S) e logo depois substituída por poliuretano. Anos mais tarde trocaram o seu material por poliestirol que acabou mostrando não ser eficiente, e no final da década de 70 ela foi retirada de produção.


Eis que surge o seu designer e repropõe a sua fabricação. Um grande exemplo de uma pessoa consciente do bom trabalho que fez. Graças a ele podemos hoje pensar em ter uma de suas cadeiras em casa. No final dos anos 90 graças à evolução do material plástico, re-colocaram ela no comércio por um preço mais acessível, incluindo a versão child-size, feitas com polipropileno.

Em 2008 lançaram uma nova paleta de cores que se juntou às tradicionais brancas e pretas. Essa idéia deu uma refrescada meio retrô, com a proposta das cores vermelho clássico, laranja (laranja-mecânica!), chartreuse (um verde-amarelado não muito sáturo) e um cinza claro que puxa para o azul.


Para mais informações, segue a dica dos links:
www.vernerpanton.com - site não oficial feito por fãs, e por sinal muito bem-feito
www.vitra.com - fabricando desde sempre a cadeira

20110205

[milão] por um mundo melhor

texto extraído e adaptado do site www.milanoincontemporanea.com

Inspira, expira. Inspira, expira. Vamos recomeçar do início. Vamos levar o ar às suas origens. Vamos purificá-la. Não por um ideal nem por uma filosofia intangível. Mas porque nós precisamos. Vamos nos transformar em uma árvore,  humana, a primeira e maior de todos os tempos.

Esse foi o apelo de Donna Albero, que através da estrada digital chama todos aqueles que se preocupam e são interessados em defender o direito de respirar, para participar neste sábado, 05 de fevereiro de 2011, às 16 horas na piazza Duomo em Milão.

BE ACTIVE BE A TREE

Para quem não sabe, Milão vem enfrentando cada vez mais problemas de poluição, problema comum em todos grandes centros urbanos do mundo. Infelizmente. Morando aqui há alguns anos, reparei que o frio (somada à neblina e outras características metereológicas) concentra mais os resíduos, porque é justamente no inverno que a situação fica mais do que crítica. 
A Comunidade Européia controla as nações em todos os sentidos, e a preocupação com a qualidade de vida está entre as principais diretrizes. O país, região ou cidade que não respeita as suas delimitações são castigados com pesadas multas. E a poluição do ar está incluída nessa categoria. Milão está quase extrapolando a cota anual de dias "aceitáveis" irrespiráveis. São cerca de 30 dias, e a cidade já apresentou índices mais elevados do que o permitido em cerca de 25. Mais 5 dias e a prefeitura terá que desembolsar uma boa soma de dinheiro.

Como relatei no post domingo sem carro o bloqueio do trânsito no centro aos domingos foi uma das poucas medidas tomadas pelo governo. Obviamente, sem uma política adequada não há grandes efeitos. Está previsto um novo bloqueio para esse domingo, já que essa semana em ao menos dois dias tivemos condições críticas.

BE ACTIVE BE A TREE

É um movimento flash mob ecológico com uma idéia muito clara e temperada com um pouco de humor: formar a maior árvore humana para dizer "queremos voltar a respirar". Um ato simbólico que será colocado posteriormente na internet na busca de ser replicado nas maiores metrópoles do mundo.

Active Clean Air & Antibacterial Ceramic™
Active é um material que tem como propriedade purificar o ar como se fosse uma árvore. E é ele quem lança a mensagem eco-responsável. Idealizada por Giuseppe La Spada, um digital artist reconhecido internacionalmente que ganhou um Oscar da web em 2007, o único italiano a vencer esse prêmio até então.
O material citado acima foi desenvolvido pelos grupos Iris Ceramica e GranitiFiandre, é um revestimento inovador, para paredes e pavimento, eco-ativo, antipoluente e antibactérico.


Fica então o recado. Para quem está em Milão e quer ser participante ativo, amanhã as 16h na praça da Duomo.

[carnaval] 2: Arlecchino

Hoje chegamos em Bérgamo, no norte da Itália. E é daqui uma das máscaras mais famosas e antigas do carnaval italiano:



ARLECCHINO
O personagem tem origem tão antiga que fica difícil reconhecer uma versão confiável. Alguns dizem que se pode encontrar nas figuras do "diabo brincalhão" das fábulas medievais, ou então no "bobo da corte" entre saltimbancos e acrobatas.
Nasceu na Bérgamo baixa (a cidade é conhecida como Bérgamo alta - mais antiga e rica - e Bérgamo baixa - onde ficavam os bairros mais pobres), falava inicialmente no dialeto bergamasco passando depois a usar o dialeto vêneto, mais doce e suave.

evolução do traje
Caráter:
com um jeito extravagante de ser, apronta muitas, e procura sempre dar um jeitinho para não trabalhar e enganar o patrão (Pantalone), só que nunca dá certo. Não que ele seja estúpido, o problema é que ele é ingênuo só que cheio de imaginação e fantasia. E por isso faz uso da sua eloquência tanto falando, contando piadas e divertindo a todos, como com suas piruetas e esquisitos saltos acrobáticos.
Roupa: 
inicialmente era todo branco. Com o tempo, remendando com pedaços de tecidos aleatórios,  se transformou no traje conhecido por todos: uma jaqueta e calças com losangos e triângulos de todas as cores.

apresentação teatral



20110203

o futuro já começou

Ok, não pretendo usar terminologias técnicas e incompreensíveis:
Essa notícia poderia ter sido publicada aos quatro ventos há mais tempo. Mas não estaríamos preparados para receber a informação e mais do que isso, entender ela, já que não existiam exemplos aplicados. (mais detalhes no link ao final do post)

Há um ano e meio atrás, em 2009, participei de um evento no Politécnico de Milão, reservado a estudantes e profissionais da área de iluminação onde estudos teóricos da universidade e os primeiros protótipos da Osram, Philips e GE foram apresentados. 
Não estamos mais falando de aquecimento de filamento, condução e estimulação de elétrons, descargas metálicas e gases. Passamos à eletrônica para iluminar. Do ponto à sperfície. Onde chegaremos ainda não se sabe dizer.


Estou falando da tecnologia OLED (diferentemente do LED, que se trata da emissão luminosa a partir de um ponto minúsculo mas muito ofuscante (por isso que se diz que é capaz de iluminar tanto), essa nova fonte de emissão luminosa parte de uma superfície inteira.

E, aí está a grande jogada: uma superfície que pode ser transparente pode virar opaca e luminescente quando o circuito eletrônico é ligado.




Você consegue pensar no que se trata realmente?

Janelas poderiam ser feitas desse material. Vidro transparente durante o dia, e opaco e luminoso durante a noite. A desvantagem é que a janela deixaria de ser um elemento que deixa o exterior visível a quem está dentro da edificação. Mesas poderiam virar luminosas, bancadas de cozinha, espelhos (não todo porque senão iria refletir o quê?), box de chuveiro, divisórias em escritórios, me limitando aos elementos "fixos" arquitetônicos.
Nesse evento que eu participei, se falou muito sobre hipóteses para um futuro não tão remoto. Até aquele momento, a superfície que as empresas tinham conseguido gerar com o material, rendendo uma "iluminação" uniforme em toda a sua área, era em torno de 15cmx15cm. Pouco, mas no momento que se começa a dominar a nova tecnologia, se parte para a ação propriamente dita. Um primeiro uso para uma superfície tão pequena: telas de celulares e tablets. 

O FUTURO JÁ COMEÇOU.

O designer Ingo Maurer pensou em uma primeira luminária feita de OLED em parceria com a Osram, em 2008. Sim, óbvio. Não!!! Como se faz o design de uma luminária que não precisa mais de uma lâmpada, que não tem mais um soquete ou uma ótica para ser integrada, estudada e que certamente iria atrapalhar o conceito projetual? Estou falando de um método que seria praticamente esquecer tudo o que foi feito até hoje no quesito luminárias, e partir do zero.

Early Future.
Com a crise, das três gigantes que estavam desenvolvendo produtos com o material em 2009, propondo até notebook flexível, Sony, Toshiba e Samsung, só a última continua estudando possibilidades reais com a tecnologia.

Do OLED foi criado o PHOLED (com propriedade fosforescente), o TOLED (T de transparente), FOLED (F de flexível) e o WOLED (W de white, branco). 

Esse último ganhou um nome próprio só pela característica da cor da luz e a complexidade para conseguir ela. O que não fez o LED substituir todas as outras lâmpadas foi a dificuldade de conseguir gerar uma luz perfeitamente branca, que cubra todo o espectro da luz como a solar, chegando próximo aos 100% de fidelidade na reprodução das cores a serem iluminadas. A cada ano se descobre novas fórmulas, componentes em pó que vão se aproximando ao branco perfeito. 

As várias tentativas de chegar ao "branco perfeito"
Do TOLED já se estão pensando em protótipos como TVs transparentes quando desligadas. Dá uma conferida nessa, criada pelo designer Michael Friebe.

Loewe Invisio: desligada e ligada.
A Kyocera chegou a mostrar um celular flexível que se recarrega com o movimento: EOS.

Se você quer ler mais sobre o assunto e todos os estudos que partiram do OLED, é só dar uma olhada nesse site: http://www.universaldisplay.com


[memorando] 1

Quando alguma coisa é boa vale a pena repassar.

É o caso do site www.openculture.com genial e simples na sua idéia: biblioteca gratuita na internet. Ok, não é o único site, eu sei. O bom dele é que ele é muito específico e ao mesmo tempo fácil de manejar. 


Compartilhando links que disponibilizam filmes gratuitos, lições de praticamente todos os idiomas, no itunes, online ou seja lá como for, audiobook, ebooks, o site chama a atenção pela qualidade do conteúdo. E sabe por que eu afirmo isso? Porque eles divulgaram o site onde tem OS FILMES DO HITCHCOCK GRÁTIS! Convenhamos, não é todo dia que se vê uma informação "desinteressada" rolando pela internet.

Então aí vai o meu voto: 10 e lode para o Open Culture.

Fogo no camino!

Sabe quando você passa do ponto sem inspiração, hoje não publico nada, ao tudo é interessante e vale a pena ser repassado????? Acabou de me acontecer isso.

Da série estilo Barão Vermelho: pode vir quente que eu estou fervendo:

Um dos argumentos que me apareceu ao longo do dia e nem me dei conta foi o camino. Peraí, camino o quê? Na língua italiana, camino significa lareira. E em tempos de inverno se entende porque vêm à mente. Enquanto o frio lá fora toma conta de tudo, o aquecimento centralizado nos ambientes internos vai à mil aqui na Itália. Às vezes até se exagera um pouco e temperaturas tropicais podem ser encontradas na fria, úmida e cinza Milão. A lareira está se transformando em uma relíquia. Apartamentos novos (econômicos) não tem mais a previsão de sua instalação e eu acredito que ela seja mais ecologicamente correta do que os sistemas a diesel ou térmicos. Posso estar errada quanto a isso, mas ela é muito mais charmosa.

Nem sempre essencial em uma residência (apenas em terras frias, óbvio!), a lareira teve do seu utilizo como simples aquecimento natural dos ambientes para mais uma oportunidade de inserir o design no dia-a-dia das pessoas.


Gaya by Safretti
Idéia original e simples, a partir de uma chapa de aço preta.
Eco-friendly com efeito 3D, podendo ser usada também em áreas externas.

Roll Fire by Conmoto
Essa lareira super moderna pode ser "rolada para qualquer lugar da casa e funciona com etanol.


A lareira também pode ser integrada ao Interior Design, como essa.
Scenario by MCZ, lareira & tv.
Eu não conseguiria prestar atenção na TV, sou fã do fogo.

Mas a lareira também continua sendo um elemento de onde se pode tirar partido em um projeto. É o caso da Casa em Lousada, projeto do escritório Correia Ragazzi Arquitectos em Portugal. Publicada no site Europa Concorsi, essa lareira é pensada para ser vista a 360 graus.   

Vistas lateral, posterior e anterior. O prisma foi muito bem pensado na sua forma
minimalista como material e volumetria protagonista no interior da casa.


20110202

fevereiro = carnaval?

Ok, esse ano não vai ser fevereiro o mês do carnaval. Porém quase sempre é.

Por isso continuo o meu discurso do post todo carnaval tem seu fim e começo a apresentar o Carnaval nem tão conhecido da Itália.
Obviamente temos que pensar que aqui faz frio. Nada daquela zoeira no bom calor do verão brasileiro. Nem tudo é perfeito. Mas nem por isso deixam de festejar o momento, tradicionalmente na quinta-feira e terça-feira gorda (martedì grasso).
O mais famoso e conhecido no mundo é o de Venezia e suas máscaras, atraindo a cada ano milhares de turistas para participar do folclore. Mas internamente no país a festança na cidade de Viareggio é tão importante quanto a primeira. 

E você sabia que as máscaras na verdade são de personagens que representam diversas cidades?
Começando aos poucos:

COLOMBINA
cidade: Siena, região da Toscana (para quem lembra do filme Sob o sol da Toscana)
traje típico: corpete e uma saia rodada, com uma espécie de casaco com bolsos onde possa esconder os bilhetinhos amorosos. Na cabeça é colocada uma espécie de lenço em "crista", típico das camereiras, preso com uma fita.



A mais conhecida entre as fantasias femininas. (primeiro as damas, nos próximos posts apresento os cavalheiros!). 
Serva de Pantalone e namorada de Arlecchino, o texto mais antigo onde é citado o seu nome é:  Cicalamento in canzonette ridicolose de 1646, escrito por Carlo Cantù. 
Nasceu no século XVI e o seu nome foi atribuído quando Isabella Franchini, famosa atriz que a interpretou, carregou um cesto com duas pombas (colomba em italiano).
Colombina entrega bilhetes, cartas secretas e organiza encontros longe dos olhos indiscretos. Às vezes pode ser mentirosa, mas sempre por um bom motivo e não há papas na língua, fala o que tem que falar quando o seu cortejador é muito saidinho. Muito vaidosa procura sempre ter a aparência em ordem e atraente. 
O seu eterno namorado, Arlecchino ou Arlequim, tem que se comportar, sem gracinhas com as outras, Corallina ou Ricciolina, porque ela simplesmente não aceita essa escapadela.
A sua personalidade, vivaz e ao mesmo tempo maliciosa, com uma pitada de esperteza a transforma em um dos personagens mais amados e lembrados do público.

Ou como diria Ed Motta em uma das minhas músicas favoritas:

Colombina, hey!
Seja minha menina, só minha
Bailarina, hey!
Mandarina da China, rainha
Quero ser seu rei!
Um rei momo, sem dono, sem trono
Abram alas pro amor!

20110201

tempo digital


Sempre gostei do design gráfico das coisas. Desde embalagens até pequenos detalhes. 

Hoje em dia o que me atrai muito e me faz perder tempo pensando "e se ao invés de ser assim fosse assado" são os tipos de fontes existentes.
A cada dia existe uma nova, e por incrível que pareça tem sempre espaço para mais uma. São tantos elementos a se estudar, desde a tipologia, se mais caligráfica, mais rígida, se toda maiúscula, minúscula, proporção de espaço entre as letras, entre as palavras, o desenho de cada letra, etc. 
Cada vez que me deparo a escrever um texto no computador fico pensando em tudo isso e em como eu gostaria. Não é legal quando em um momento de utilizar em modo criativo você não encontra AQUELA fonte.

Assim que eu li no blog Barcelona Mi Amor o último post publicado, "Uma calçotada", onde a Mônica fala sobre mudar o layout do blog, etc, o que me chamou a atenção foi justamente a fonte escolhida (Coming soon). Corri para o meu, para ver todas as opções disponíveis.

Isso dá mais pano pra manga do que eu imaginava. Parando para pensar, quanta publicidade não ficou gravada na nossa memória graças ao tipo de letra utilizado para imprimir o nome da marca, do filme, etc.

Abrindo a série: onde você viu essa fonte?


o que vêm à sua mente com esse alfabeto?

não foi difícil, certo?



E essa está óbvia. Não preciso nem colocar a original.
Ainda vou ter uma dessas camisetas: "Ciao Bella". Nada mais italiano.



agatha in: LOVEsofa

Agora no final de janeiro teve um evento aqui em Milão chamado MACEF.  Uma feira dedicada a acessórios e móveis.



O que rolou de interessante foi o LOVESofa da Agatha Ruiz de la Prada. Pegando a sua marca registrada que são os corações, ela conseguiu transformar um sofá super ergonômico com um design até então inexplorado. Aí está a diferença para os talentos de hoje em dia.




Ficha técnica:
Criada em parceria com a Corvasce, a poltrona é feita com PAPEL RECICLADO. Como já falei no post vermelho-cereja, a inteligência deve acompanhar o design. Sempre.
Disponível em seis cores (uma boa opção para quem não é fã do rosa-choque): amarela, laranja, fúcsia, azul, vermelho e verde.
Pesa 18kg E é SUPER resistente. Tanto que o papel é utilizado como estrutura no Japão. Isso rende mais um post.



20110131

domingo da merla.

Olá gente! Tanta expectativa para um domingo sem carros, mas o tempo não contribuiu. Não estava tão frio (no início), mesmo tendo caído uma leve neve logo de manhã cedo. Mas também não abriu o sol. 

Milão teve um típico dia de inverno: nublado, tudo cinza, um ventinho gélido e uma garoa fina. Esta última consequência da excessiva umidade que não deixava ela se transformar em floquinhos de neve. 

Típico dia de MERLA. Não é uma tentativa de mimetizar um possível palavrão. Existe uma lenda aqui no norte da Itália, dizendo que os dias 29, 30 e 31 de janeiro são os dias mais frios do inverno, e é ligada ao pássaro Merla pois é um dos únicos corajosos que restam vagando pelo inverno europeu. O resto some, são espertos eles... Eu não.

Logo, não teve roller. Nem muita gente circulando pela rua. Filas nos museus tinha porque durante o dia de hoje o ingresso era gratuito.

Eu aproveitei pra fazer umas comprinhas. Um gorro e um óculos de sol. Sim, aqui estamos em época de liquidação (saldi). O gorro faz todo sentido, o óculos é porque eu não resisti. Consumismo "extremo", ele me custou 1 EURO.

h&m: 4 euros = 1 gorro e 1 óculos de sol. AMO MATEMÁTICA FINANCEIRA!