20111022

personalidade do dia. SVICOLANDO

Um dos grandes nomes do design italiano no século XX, Vico Magistretti tem no seu currículo um conjunto deslumbrante e muito variado, dificilmente comparável a outros designers.



Móveis, arquitetura e cotidiano, inspirado pelos ideias modernistas depois da Segunda Guerra Mundial, ele procurou criar um tipo de design anônimo - simples, funcional, racional, elegante - para parecer que o objeto era mais a evolução natural do que uma criação proposital. Daí podemos entender uma famosa frase sua a respeito disso:
Eu gosto do conceito do design, aquele que é talmente claro e simples que você pode se permirtir a não desenhá-lo. Muitos dos meus projetos eu passei por telefone.
Tendo um museu só seu - o antigo escritório foi transformado no "santuário" - a Fundação Vico Magistretti foi fundada em janeiro do ano passado pela sua filha, para preservar e publicar os arquivos, mostrando todas as facetas do designer. Nascido em 1920, formado em Arquitetura no Politécnico de Milão em 1945, acabou deixando todos em 2006, depois de 60 anos de trabalho.

a Fundação Vico Magistretti


SVICOLANDO

A idéia nasceu como um museu a céu aberto. São 20 locações espalhadas em Milão até o dia 28 de outubro, que contam um pouco da vida e do design de Magistretti.

Foram criados dois percursos pela cidade:

itinerário do DESIGN - começando pela Triennale de Milano, se inicia o percurso em 6 showrooms das empresas que contribuíram para a criação da FVM: Artemide, Cassina, De Padova, Flou, Oluce e Schiffini. Em cada um deles estão expostos modelos dos produtos criados exclusivamente pelo designer, sendo praticamente a complementação do Museu.

itinerário da ARQUITETURA - 14 edíficios dos projetos mais significativos, escolhidos pela acessibilidade através dos meios públicos, seguindo principalmente o traçado das linhas de metrô da cidade - conforme ele "a única coisa moderna da cidade". Dá para ver que o cidadão era muito provocatório.

a cadeira Selene - inovação na seção S dos pés para dar equilíbrio e resistência aos 3mm de espessura do material plástico

Dalù - Artemide

criação para Cassina

Eclisse - Artemide

Maui - Kartell







20111004

tempos modernos: BARBIE

Muito bem, foi-se o tempo em que os brinquedos e desenhos em quadrinhos ou animados deixaram de ser "bonitinhos" e "fofinhos". A infância não é mais tão ingênua como até os anos 80. Infelizmente, eu diria.

Mas sem entrar em questões morais ou sejá la o que for - ainda mais se tratando dessa polêmica boneca - apresento duas Barbies atuais.

Após ler que ainda tem muito machismo escondido nos brinquedos infantis - como por exemplo coisas de casa e beleza na cor rosa, ou então coisas científicas e práticas terem a publicidade voltada para os meninos - a Mattel resolveu dar uma modernizada no look.

Achei tão legal a Barbie do Tokidoki, que nem me importaria em voltar a brincar de boneca! (Desde que o meu Ken continue fazendo o trabalho doméstico como nas minhas brincadeiras...)





* Tokidoki é o nome de um grupo de design fundado aqui na Itália por Simone Legno. E eles estão fazendo muita coisa legal. Dá uma conferida no site deles: www.tokidoki.it

A segunda Barbie entrouna categoria profissões.
Roupas e características foram resultado de uma pesquisa em diversas faculdades de Arquitetura, perguntando às estudantes o seu estilo.

Como arquiteta, diria que ainda não chegou lá, mas está no caminho!



Sejamos sinceros, a casa rosa não precisava!







20111002

texturas e misturas: pé-de-galinha

Não, não estou fazendo referências às famosas ruguinhas nos cantos dos olhos. A inspiração para esse post veio já faz um tempo. 
Desde quando eu escrevi sobre a Elsa Schiaparelli no post Rosa Schoking - e sua "
concorrência antagonista com Coco Chanel - e sobre a família Missoni com as suas particulares estampas, me deparei com esse tema têxtil. Tudo o que é bem feito, bem pensado, permanece e sobrevive ao tempo.

Pied de Poule

tradução para o nosso português, o velho e bom pé-de-galinha.



Nascido a partir de um tecido com padrão de tecelagem em diagonal - conhecido também como ligamento sarja - adquire como característica principal, uma maior resistência. É através desse tipo de tecelagem que nasce o denim, a batavia, a espinha de peixe e o pé-de-galinha. 

batavia
a base do nosso jeans de cada dia.
espinha-de-peixe

pied-de-poule


Este último, sendo já utilizado no início do século XX, deve sua fama graças ao emprego nas coleções de Coco Chanel e Dior. O tecido que originalmente era feito em lã, preto e branco, e de uso massivamente masculino foi adaptado pela revolucionária estilista francesa e se transformando em um clássico do guarda-roupa feminino.

A estampa continua tão irreverente e sinônimo de revolução que acabou sendo utilizada pela mais-do-que-polêmica Lady Gaga (a ponto de usar absolutamente em todo o seu figurino e arredores). E não só ela era fã desse tecido. Amy Winehouse estava desenhando a sua coleção baseada na trama. 

coleção póstuma Amy Winhouse

até o piano entrou no clima.

Pied de Coq

a versão em escala maior da trama acabou ganhando o nome de pé-de-galo. Depois dessa a família ficou completa!

à esquerda o pied-de-poule, à direita o pied-de-coq



Buscando a primavera brasileira


Muito bem, depois de um tempo de ausência, eis que temos um novo post. "Novo" é modo de dizer já que na verdade eu vou traduzir uma publicaça;a muito bacana sobre o nosso mestre Oscar Niemeyer. 

'E muito legal ver que a Arquitetura Brasileira é reconhecida mundialmente através do nome dele. Quem entende um pouco do assunto, e aqui quase todos entendem muito de Arquitetura, Artes, Design, etc, conecta logo o Niemeyer quando eu falo que sou arquiteta brasileira. 

A constância não é o meu forte, e isso se percebe no histórico do blog. Talvez porque eu estava tentando aproveitar os dias já não tão longos aqui na Itália, começou a anoitecer as 19h, enquanto que apenas um mês atrás o sol raiava até as 21.30 da noite... Triste pensar que em setembro aqui não tem os pássaros e as flores me esperando, mas de qualquer maneira as folhas secas no chão também tem o seu charme. 

Mas vamos ao que interessa:

Logo que eu vi o título do post no blog pensei: PRECISO REPASSAR!!! O texto é longo mas vale a pena :) Se trata da reprodução de uma entrevista dada em 2005 para Gerard Fournier.
Mandei logo um e-mail para o Yul Akors, que administra esse blog sobre arquitetura e urbanismo muito bacana:

http://laboratoireurbanismeinsurrectionnel.blogspot.com/

Foi publicado em 25 de setembro de 2011:

Arquitetura e política: OSCAR NIEMEYER





É muito difícil para os arquitetos conciliar a prática profissional em uma sociedade capitalista com o compromisso político do comunismo. Oscar Niemeyer, arquiteto e comunista, acaba confessando em uma entrevista recente uma certa mea culpa sobre a sua óbvia contradição:
Eu me sinto deprimido com o projeto apresentado. Eu construí edifícios públicos para o Estado, eu trabalhei sempre para os ricos. Nada mais. Eu nunca trabalhei para as classes desfavorecidas, quando a maioria dos meus conacionais fazem parte delas.
 Oscar Niemeyer faz parte da alta burguesia do Rio de Janeiro: uma das avenidas mais bonitas da cidade tem o nome do seu avô, rico fazendeiro e então Ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil. Pode nos parecer normal que o filho de uma família próspera, esclarecido e progressista, acabe trabalhando com um dos maiores arquitetos do século XX: Le Corbusier. Em seguida, abriu o seu próprio escritório, sendo requisitado para as obras do governo mesmo tendo declarado em alto e bom som o seu ingresso no Partido Comunista. Na entrevista, Niemeyer, nascido em 1907, conta um pouco da sua longa trajetória.

Brasília, pode ser considerado por você a realização da cidade ideal, um modelo de sociedade?

A idéia de Brasília partiu do então Presidente Juscelino Kubitschek, politicamente um homem de Centro. Eu, então progressista. Me filiei ao Partido Comunista em 1945, mas durante a construção da Capital, éramos conscientes da vida brasileira e acreditávamos que seria uma boa cidade. Mas no momento que a obra terminou, eu levei um choque: era uma cidade moderna, muito bonita, bem contruída, mas como todas as cidades brasileiras, ela continuava com a discriminação, com a injustiça, com a segregação entre ricos e pobres. Estes últimos, como nos grandes centros urbanos, ficaram fora da cidade que eles próprios construíram. 

Catedral de Brasília



Como isso foi possível?
Eu era responsável pela Arquitetura, apenas pela Arquitetura. Mas quando eu penso nas cidades, tento imaginá-las para todos os tipos de pessoa. O desenvolvimento industrial se afastou do centro urbano, e juntamente com a indústria, os seus operários. A cidade, para ser digna, deve reunir todas as atividades, todas as pessoas; Poderia ser realizável, desde que se trate os problemas das suas próprias bases. Até aqui é simples: que todas as indústrias não sejam poluentes. Mas um projeto como esse afeta o fundamento principal da sociedade capitalista. E sozinho o arquiteto não tem poder para alterá-lo. Ao menos ele pode se opor ao conceito das 'cidades-operárias', dos 'bairros e casas populares'. Os trabalhadores não necessitam dessa atenção. É necessário mudar a sociedade mas atualmente os projetos arquitetônicos são feitos para a sociedade, refletindo a si própria.
Esta dificuldade causa desconforto entre o militante de esquerda e a sua arte?
O Arquiteto não é um homem solitário. O importante é que se trata da vida, e você deve se sentir satisfeito. A literatura, a beleza, tudo faz parte da vida. E a arquitetura é como todo o mundo: ela quer ajudar e facilitar a todos, neste mundo, nesta realidade cada vez mais veloz.  
Lição de arquitetura e um símbolo
Um olhar para uma cidade diferente, sim, e mais bonita, mais fraterna, sem discriminação ou monotonia. Logo, acho que o estudo da arquitetura deveria se livrar das disciplinas que acarretam na 'engenharização das coisas' e ser melhor colocada no mundo em que vivemos. Nós temos que ir além e olhar para outras perspectivas. Melhorar também os barracos nas favelas. Como diria Pessoa: 'eu não leio literatura, sei tudo'.
 A arquitetura selvagem, individual e remendada que surgiu nos Estados Unidos, por exemplo, representa a vontade de fugir da funcionalidade? É simplesmente para escapar da monotonia repetitiva. Mas este é um caminho falso. Existe muito material a disposição, para estudarmos e entendermos, para construir obras como as antigas Igrejas,  encontrando o sentimento que Freud chamou de "oceânico".

Monumento JK. Brasília


Você acredita que o seu trabalho corresponde ao seu ideal como ativista político?
Não. Tudo o que eu faço é criar emoções. Mas o arquiteto não está sozinho, nem fica calado. Ele deve levantar a voz para denunciar o que ele condena, não se tornando cúmplice. Assim como o trabalho de Gorki ou de Garcia Marquez engajados politicamente. E também tem a parte de Proust, é isso e aquilo, indissoluvelmente.

O golpe militar obrigou Niemeyer ao exílio, passado na França, onde foi amigavelmente acolhido pelo Ministro Andre Malraux e seus companheiros comunistas franceses. Ele realiza então a sede do Partido Comunista Francês (PCF) e a Praça dedicada ao Coronel Fabien. Para financiar o então ousado projeto de avanguarda para a Sala Central do Comitê, conhecida como 'bolha', Niemeyer recusou os seus honorários.

A 'bolha' do Partido Comunista Francês


Oscar Niemeyer retornou ao Brasil somente em 1980 e sendo sempre fiel ao comunismo. E como tal ele se coloca ao lado da Revolução Cubana de Fidel Castro e da Perestroika de Gorbachev.


O seu compromisso com o comunismo ainda é o mesmo?
Eu estou feliz, continuo na mesma estrada. Eu saí da escola, de uma família burguesa e com meu avô como Ministro do Supremo Tribunal Federal. Percebi que era necessário mudas as coisas, e imediatamente. E o caminho era o Partido Comunista. Me afiliei e até hoje continuo nele, seguindo seja nos bons ous maus momentos, como a vida impõe. Quando eu falava em Arquitetura, eu costumava dizer que a vida é mais importante do que ela. Que a vida pode mudar muito mais as coisas do que a Arquitetura. Eu acredito e digo a todos, arquitetos e estudantes, que não basta sair da universidade para ser um bom arquiteto. Você tem que ter conhecimento sobre a vida humana, a sua miséria, o seu sofrimento, para então fazer a Arquitetura de verdade, para criar.
O importante é compreender a vida e a importância de mudar o mundo. Buscamos a coerência. Todas terças-feiras eu faço um encontro no meu escritório com estudantes, intelectuais, cientistas e letrados. Nós trocamos idéias sobre filosofia, política, sobre o mundo, queremos entender a vida, mudá-la, para então mudar o ser humano.
No entanto, em um primeiro momento eu sou pessimista. Eu penso que o ser humano tem muita pouca perspectiva, mas deve viver honestamente,  conviver. Na segunda fase, eu compreendo que devo ser menos pessimista para ser mais realista. Compreender que a vida pode ser implacável com as pessoas, que cada um há a sua história. Existem muitas injustiças. O meu engajamento no Partido Comunista me deu esperança, solidariedade para lutar por um mundo melhor.

sede da Editora Mondadori em Segrate, Itália.



Qual a sua opinião sobre a situação política do Presidente Lula no Brasil, e em particular, sobre a evolução política na América Latina em geral?

Precisamos transformar a América Latina em um pólo de batalha, resistindo ao imperialismo americano. Entender que o povo americano é igual a qualquer outro, mas que a sua política é uma ameaça a toda a América Latina. Devemos nos proteger. Eu gostaria que o Lula fosse o líder dessa luta. Nós não vemos o seu governo ser muito amigável com o americano. Mas eu não sou pessimista, o movimento popular e progressista toma força, dando a impressão que o povo quer reagir a tudo isso.
Eu acho que quando a vida é muito difícil, a esperança brota do coração dos homens. Temos que lutar, temos que fazer a revolução. Não podemos tentar melhorar o capitalismo: ele é a fonte do que tem de pior no mundo. Precisamos de pessoas jovens engajadas, envolvidas para entrar na luta. Eu sei que o momento não é o mais proprício, mas temos que ter esperança.





20110914

Coisa de... brasileiro?!?

Aqui começo uma sessão pra lá de saborosa.

Engraçado, morando no exterior acabei tendo curiosidade para a culinária brasileira, querendo mostrar para o povo o que nós temos de bom!
Aprendi a fazer pão-de-queijo... do zero, esquentando o óleo, o leite...

Mas daí acontece que ao apresentar produtos nossos, vêm perguntas não muito fáceis de responder.

Uma das mais intrigantes foi:


Como foi inventado o leite condensado? 




Muito bem Marina, você já se emperrou na primeira pergunta. Isso que dá querer mostrar os doces que nós temos nas festas infantis onde nos empanturramos até morrer, ou até nutrir todas as bichas do corpo!
Passei alguns minutos viajando na questão do leite fervido por horas com tanto açúcar... açúcar que vem da cana-de-açúcar, leite que concentrado dessa maneira acaba tendo uma validade muito maior, e a minha ignorante conclusão foi que em algum engenho, os escravos devem ter tentado fazer render o líquido com o produto mais abundante para eles. Pequeno detalhe que quando penso no leite condensado tenho sempre a imagem impressa do Leite Moça. Nada como uma boa publicidade!

Como de suposições e filosofias o mundo já está cheio, fui atrás da resposta. E...

O LEITE CONDENSADO É FRANCÊS!!!!




Fiquei pasma. Não sou grande expert da culinária francesa, mas não é que me vem em mente uma lista de receitas com esse ingrediente.

Então vamos aos fatos:
parte da minha teoria não estava errada. Sim, condensaram o leite para fazer ele durar muito e ocupar menos espaço. 


Tudo se deve a este homem: Nicolas Appert - francês. Através das suas experiêcnias com conservação de alimentos, Malbec (outro nome importante) resolveu aplicar ao leite em 1828. A venda logo foi espalhada pela Europa e algumas décadas mais tarde nos Estados Unidos.
Por incrível que pareça o auge do produto veio durante as guerras. Em 1880 o suíço Meyenberg aprimorou a fabricação e colocando o leite condensado em recipientes fechados sob alta pressão. Alto poder calórico, compacto e embalado em latas, ele poderia ser lançado por aviões para alimentar as tropas.

No Brasil os primeiros indícios da importação aparecem no Almanak Administrativo Mercantil e Industrial da Corte e da Província do Rio de Janeiro em 1871. Em 1876 as latinhas já estavam à venda na Bahia, e a Nestlè apareceu em 1885, apresentando o 'Leite condensado marca Barbacena, preparado por Henri Nestlè'. O nome já era consagrado por aqui com a venda do primeiro produto dele, a Farinha Láctea.

Logo, não demorou muito para fazer sucesso. Em 1921 a Nestlè resolveu saltar para o país, iniciando a fabricação tupiniquim. (Já tinham empresas brasileiras que produziam o leite condensado desde 1914).

E por que o nome Leite Moça? Porque a mocinha sempre esteve presente no rótulo da lata (já que o resto era escrito em inglês)! Então era muito mais fácil chegar na mercearia e pedir o leite da moça... A Nestlè tirou proveito disso e assim que abriu as portas no Brasil, adotou o nome! Esse era realmente esperto!



do leite Moça ao brigadeiro...

Logo, logo o leite condensado foi sendo adaptado às tradicionais receitas de doce, e em 1940 foi criado o maximus supremus BRIGADEIRO! (ou negrinho...)
Eis que voltamos ao início da questão, onde tudo começou quando a pergunta foi feita.

O brigadeiro acabou levando o nome do seu homenageado, Brigadeiro Eduardo Gomes.  Qual é a relação????
Acontece que depois do Estado Novo de Getúlio Vargas, em 1945, o então Brigadeiro Eduardo Gomes, candidato à presidência, tinha a sua campanha eleitoral patrocinada pelos fundos obtidos com um doce feito de leite condensado e chocolate. Ao doce, então uma novidade no país, foi atribuído o nome de brigadeiro.

Quem diria, a política está diretamente ligada a um dos melhores doces de festa e que com certeza marcou a infância de praticamente todas as crianças brasileiras desde então.



mmm fiquei com água na boca depois dessa... e você?




20110911

dia de Formula 1: GP de Monza.

Todo mundo sabe que a Ferrari é italiana. Marca consagrada de automóveis de corrida, esportivos de luxo. E desde muito tempo na Fórmula 1. 

Mas como ela nasceu? Por que a marca é o cavalinho em pé?

Vamos às curiosidades:

Um pouco de história primeiro...
1929
Nasce a S.A. Escuderia Ferrari, criada pelo homônimo Enzo Ferrari para ser um apoio à fabricação de carros de corrida da Alfa Romeo. Ou seja, no início não existia a própria produção de carros, mas sim o serviço de suporte.
1939
A montadora conhecida hoje, oficialmente nasceu 10 anos depois, sob o nome de Auto Avio Costruzioni, mas ainda não tinha como principal produto a fabricação de carros, e sim peças para pequenos aviões. 


primeiro modelo produzido. AAC 815.
1940
Foi produzido o primeiro automóvel - apenas 2 peças - Auto Avio Costruzioni 815, modelo spyder, desenhado juntamente com Alberto Massimino e Vittorio Bellentani. Porém não pôde ser comercializado com o nome da propria marca devido a uma cláusula contratual com a Alfa Romeo (problemas de contrato existem desde que foram criados)




1947
Depois de uma paradinha básica por causa da Segunda Guerra,  foi a vez da produção da Ferrari 125S - essa também com só duas unidades - sendo conduzida por  Franco Cortese, que entrou para a História sendo o primeiro piloto da escuderia!
1950
Estréia na Fórmula 1 no GP de Mônaco.
1965
O nome Ferrari spa veio para ficar!
1968
Entra no grupo FIAT. 



O cavalo!


O símbolo conhecido mundialmente da Ferrari nasceu um ano após a criação da Escuderia, em 1930. O cavalo, que na verdade era vermelho, pertencia ao major e piloto da aeronáutica italiana Francesco Baracca. Morto em guerra, os companheiros das forças armadas passaram a usar o preto em sinal de luto.

F. Baracca ao lado do simbolo original


Mas como ele foi parar no carro?
A mãe do major, após ver Enzo Ferrari participar de uma corrida com o seu carro - ainda sob o nome Alfa Romeo - o presenteou com o estegma, pedindo que usasse ele para trazer sorte à escuderia. 
E deu certo, na primeira corrida com o cavalo - 24 horas de Spa em 1932 - o carro de Ferrari saiu vitorioso.
Em 1945 o cavalo foi remodelado pelo milanês Elio Gerosa, tendo a cauda que antes apontava para baixo direcionada para cima, além da adição do fundo amarelo canário e das listras superiores representando a bandeira italiana. 

E por que a cor vermelha?

o vermelho na Alfa Romeo


Nos anos 20, a organização que mais tarde se transformaria na FIA, organizava as corridas automobilísticas, estabelecendo cores padrões para os carros das escuderias, de acordo com o país de origem.
A França era azul - como a Bugatti, as inglesas adotaram o verde - vede Jaguar e Lotus, as alemãs a cor branca - BMW e Porsche -  e as italianas o vermelho - Alfa Romeo, Ferrari, Maserati e Abarth.
Em 1968 a FIA decidiu retirar essa obrigação da cor, deixando as escuderias livres para escolher a cor de acordo com o sponsor. Porém a Ferrari se manteve sempre fiel ao vermelho, tornando-o levemente mais aceso. 

20110908

[turismo] eu quero o sul.

Palavra do dia: saudade dessa paisagem!

Missoes - Rio Grande do Sul, quando indios e jesuitas trabalhavam juntos.

Cataratas do Iguaçu. Nada como um pouco de mata e a força das aguas.

20110903

Do que voce realmente precisa para ser feliz?

Olá,

Começo com o primeiro post do mês de setembro pensando nas coisas reais da vida.
Acho que toda troca de estação - inverno e verão - me fazem reanalisar tudo aquilo que eu tenho, que eu quero e que eu já tive para ser feliz.
Eu sei, será um post muito filosófico, mas às vezes é bom também. 

O ser humano é muito competitivo, e o nosso sistema de hoje nos faz ser competitivos a todo o momento em todas as esferas. Consumismo, capitalismo, popularidade, etc. Todos querem ser legais, bonitos, estar na moda, serem admirados e criar tendências. Todos?

Na caixinha que eu levaria sempre comigo, para ser feliz eu levaria:


* O sol e a lua. O céu e as estrelas. Nada como uma boa paisagem e um céu limpido, com algumas nuvens de algodão para nos fazer brincar com a imaginação. Ter uma constelação com a qual você se identifique, e quando consegue vê-la no céu, ficar feliz da vida como se tivesse ganho a loteria. Ver as fases da lua e a passagem do tempo através dela, com todas as tonalidades possíveis que ela ganha refletindo a luz do sol.
* Um abraço, um afago de um amigo. Voce pode conversar e ver ele a qualquer hora. Nada como a tecnologia para ajudar: e-mail, facebook, msn, skype, sms, celular, videochamadas, etc. Mas nem ela pode tirar o gostinho de tê-los por perto, de ser espontâneo e ganhar um verdadeiro abraço. Adoro bater papo, e pessoalmente não tem comparação. Mas digo aquele papo honesto e sincero, onde cada um fala o que realmente pensa e sem joguinhos para parecer 'mais inteligente', 'mais atualizado', 'mais conhecedor do mundo'.  
* A brisa do mar, o vento da montanha. Ar puro, ar renovado, para acreditar que o futuro pode ser muito melhor.
* Cores. Colocaria todas elas na caixinha, para quando o meu dia estiver um pouco sem graça, eu poder escolher uma delas e mudar o meu humor.
* Música. Sim, amo música e uma trilha sonora (e coloco os sons da natureza nesse contexto) na vida é sempre necessária.
* Cheiros. O perfume da minha boneca Uvinha, o cheiro de chuva e terra molhada, ou de grama recém cortada. Adoro cheiros que me remetem a uma ocasião particular.
* A alegria e ingenuidade de uma criança. Ver tudo como se fosse novo e a ser descoberto, sem preconceitos, pré-julgamentos ou qualquer tipo de pré.

Engraçado, depois de mencionar os itens acima, não me vem nada de material para adicionar. 


Objetos, roupas e acessórios, espaços abertos ou fechados, públicos ou privados de qualidade, esteticamente agradáveis para os olhos mas cômodo para o nosso corpo, acabam indo para um posto secundário. 

Bom final-de-semana a todos!

Bom início de mês!



20110828

[tecnologia] para bêbados ou ensandecidos

Todos sabem das piadas que existem sobre uma pessoa 'não exatamente consciente dos seus atos' e a tecnologia. A mais conhecida é: se beber não use o seu celular. Até porque tem grandes chances de no dia seguinte você se arrepender de qualquer atitude mais 'corajosa' tomada nas altas horas...

Mexendo hoje na configuração da minha conta no Gmail, descobri essa função no Labs, dê uma olhada e veja se não é para rir. Ao menos ativa o cérebro das pessoas na matemática:


Óculos de proteção para e-mails
por Jon P

O Google se empenha para tornar úteis as informações do mundo. As mensagens que você envia tarde da noite em fins de semana podem ser úteis, mas você pode acabar se arrependendo delas na manhã seguinte. Basta resolver alguns problemas simples de matemática e você estará pronto para continuar. Caso contrário, tenha uma boa noite de sono e tente novamente pela manhã. Depois de habilitar esse recurso, você poderá ajustar a programação na página de configurações "Geral".

Se você corre esse risco, acho muito útil ativar logo essa função!


Curiosidade Brasil - Itália:
Enquanto que no Brasil a gente pode se referir à madrugada como 'altas horas', na Itália eles chamam de 'ore piccole' (horas pequenas). Legal, não?

20110823

[fora, na rua] PARE... e sorria!

Boas idéias devem ser compartilhadas. Ainda mais quando são simples e têm um efeito imediato... É o que acontece com o projeto PARE realizado em Porto Alegre.

O vídeo abaixo diz tudo, não?


Projeto PARE from RandomSide on Vimeo.